ANGOLA E OS ALEMÃIS.

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ANGOLA E OS ALEMÃIS.

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Tipografia Teixeira. Maranhão. 1915.

De 21,5x15,5 cm. Com 339, [ii] págs. Brochado. Exemplar com dedicatória do autor ao seu tio João Maria de Araújo Sanches, na folha de rosto, pequenos danos de manuseamento nas capas e lombada, e com picos de humidade.

Contém o seguinte sumário:
I ― Os Sintomas: Traços gerais; II. Ha 40 anos; III. O pangermanismo; IV. Franceses e alemães; V. O desastre de 70; VI. Balanciando; VII. A cidade trágica; VIII. - I. Um quadro antigo.
II ― A Partilha: Traços gerais; II. Principio do fim, III. O sultão Hafid; IV. O banquete; V. O Egipto moderno; VI. O jugo estranho; VII. Uma nuvem; VIII. O rumor de Agadir; IX. Os marimbondos; X. A Tripolitânia; XI. Os boers; XII. O ninho dos faraós.
III ― A Província: Traços gerais; II. Os transportes; III. O padrão monetário; IV. A indústria algodoeira; V. O café e a borracha; VI. Os «produtos pobres»; VII. A «mão de obra»; VIII. A emigração; IX. O comércio; X.O sistema pautal; XI. As finanças; XII. O aparelho administrativo; XIII. O ensino; XIV. O Congo. 
IV ― A Gula Teutonia: com sete capítulos sem subtítulo. 

Ensaio de natureza histórica e política que se insere no contexto da Primeira Guerra Mundial e dos conflitos ocorridos entre Portugal e a Alemanha no sul de Angola. O autor procura explicar as origens das tensões entre os dois países em África, descrevendo os acontecimentos que tiveram lugar na fronteira entre Angola e o então Sudoeste Africano Alemão, especialmente os incidentes de Naulila e de Cuangar, em 1914.

Ao longo da obra, o autor combina a exposição histórica das relações luso-alemãs em África com uma análise dos acontecimentos militares e diplomáticos mais recentes, procurando sensibilizar a opinião pública para a importância estratégica de Angola e para os perigos que, na sua perspectiva, representavam as ambições coloniais alemãs.

Fran Paxeco é nome literário de Manuel Fran Paxeco, nascido Manuel Francisco Pacheco (Nossa Senhora da Anunciada, Setúbal, 1874 — Santos-o-Velho, Lisboa, 1952), foi um jornalista, professor, historiógrafo, geógrafo, orador e diplomata português. Foi lente do Liceu Maranhense, professor honoriscausa da antiga Faculdade de Direito do Maranhão, sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão. Pertenceu, ainda, aos Institutos Históricos de Bahia, Pará e Pernambuco, foi sócio correspondente das Academias de Letras de Alagoas e Piauí, da Academia de Ciências de Lisboa, e membro das Sociedades de Geografia de Lisboa e do Rio de Janeiro.

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