GENTE SINGULAR. [3.ª EDIÇÃO - TIRAGEM ESPECIAL]
Obras Completas de M. Teixeira-Gomes. Portugália Editora. Lisboa. S.d. [circa 1940].
De 19,5x13 cm. Com 230 [vii] págs. Brochado.
Exemplar n.º 11 de uma tiragem especial de 100, todos rubricados pelos editores. Tem danos com ligeiros picos de acidez à cabeça do corte das folhas.Â
Data consultada na Porbase.
O tÃtulo desta conhecida coletânea de novelas de Manuel Teixeira Gomes, retirado de uma narrativa homónima aà coligida, aponta como fio condutor das histórias a evocação de personagens que têm em comum a excentricidade, a singularidade. Adensando o modo enigmático como a descrição dos seus comportamentos ou de situações é feita, a todas as narrativas é comum um narrador cuja inexperiência e compulsivo romantismo - mesmo quando se declara 'Divorciado do romantismo, esse movimento febril e doido através do qual, no entanto, parece indispensável que a alma passe para aà largar, como se fosse em depurativo alambique, as suas escórias e renascer restituÃda ao seu definitivo aspeto' (Gente Singular) - suscitam um contÃnuo confronto com uma realidade material e boçal, que, de forma caricatural, reduz ao ridÃculo quaisquer renitentes laivos de idealismo. A ironia, roçando o cómico, conjugada com um poder descritivo quase plástico e com o domÃnio da frase na sua maior expressividade, confere a Gente Singular um lugar de destaque na novelÃstica das primeiras décadas do século XX.
Manuel Teixeira Gomes (Vila Nova de Portimão, 1860 — Bugia, Argélia, 1941) foi o sétimo presidente da Primeira República Portuguesa de 6 de Outubro de 1923 a 11 de Dezembro de 1925. Tem uma biblioteca e uma escola secundária com o seu nome em Portimão. Tem também uma escola de pré-escolar e básico com o seu nome em Lisboa.