HISTORIA UNIVERSAL. [13 VOLS., + UMA OBRA DO AUTOR]
Por Cesar Cantu, Desde a creação do mundo até 1862, continuada até 1879 por D. Nemesio Fernandez Guesta. Com a Noticia dos Factos mais Notáveis Relativos a Portugal e ao Brazil. Nova edição traduzida da franceza de 1867 acompanhada da traducção das citações gregas e latinas, e annotada por Manuel Bernardes Branco, Da Academia Real das Sociedades de Lisboa; Professor examinado das linguas grega e latina, etc. etc. Segunda Edição. Illustrada com 81 gravuras. Volume I [Volume XIV]. Editor-Proprietario Francisco Arthur da Silva. Lisboa. 1875-1878.
13 Volumes de 27x20,5 cm. Com 495, [ii]; 456, [i]; 424, [i]; 424, [i]; 436; 456; 443; 434; 423; 436; 444; 502; 376, clx, [ii], lxxii, 439 págs. Encadernações com lombadas em pele, rótulos e ferros a ouro. Cortes das folhas mosqueados. Ilustrados em extratexto com gravuras a preto e branco da autoria de C. Bordallo e Severini, impressas em papel branco assaz encorpado.
Texto disposto em duas colunas, separados por filetes simples, com excessão do prefácio, no primeiro volume. Impressa na J. G. de Sousa Neves.
Até a página 49, do primeiro volume, contém um prefácio do tradutor e introdução (com notas de rodapé). Contém índice geral e das estampas (nalguns volumes), no final dos volumes.
Volume I ― Primeira Época: Desde a criação até a dispersão dos homens. Livro Primeiro; Segunda Época: Desde a dispersão dos povos até as olimpíadas. Livro Segundo: Hebreus, Índios, Egipto, Grécia; Terceira Época: Desde as olimpíadas até Alexandre. Livro Terceiro: Pérsia. Nota adicional.
Volume II ― Prefácio; Terceira Época: Desde as Olimpíadas até Alexandre. Livro Terceiro: Itália. Quarta Época: Guerras Púnicas. Livro Quarto: A China. Quinta Época: Guerras Civis. Livro Quinto. Notas adicionais.
Volume III ― Quinta Época: Guerras Civis. Livro Quinto. Sexta Época: Desde Jesus Cristo até Costantino. Livro Sexto. Sétima Época: Depois de Jesus Cristo, desde Constantino até Augusto. Livro Sétimo: Baixo-Império.
Volume IV ― Sétima Época: Depois de Jesus Cristo desde Constantino até Augusto. Livro Sétimo. Oitava Época: Os Bárbaros. Notas adicionais.
Volume V ― Oitava Época: Os Bárbaros. Livro Oitavo. Nona Época: Mahomet. Livro Nono. Décima Época: Carlovingianos. Livro Décimo. Notas Adicionais.
Volume VI ― Décima Época: Carlovingianos. Livro Décimo; Undecima Época: As Cruzadas. Livro Undécimo. Notas adicionais.
Volume VII ― Décima Segunda Época: As comunas. Livro Décimo Segundo. Décima Terceira Época: Queda do Império do Oriente. Livro Décimo Terceiro; Notas adicionais.
Volume VIII ― Décima Terceira Época: Queda do império do Oriente. Livro décimo terceiro. Décima Quarta Época: As Descobertas. Livro décimo quarto; Notas adicionais.
Volume IX ― Décima Quarta Época: As Descobertas. Livro décimo quarto; Décima Quinta Época: A reforma. Livro décimo quinto - Primeira e Segunda Parte. Notas adicionais.
Volume X ― Décima Quinta Época: A Reforma. Livro décimo quinto; Décima Sexta Época: Luís XIV e Pedro Grande. Livro décimo sexto. Notas adicionais.
Volume XI ― Décima Sexta Época: Luís XIV e Pedro o Grande. Livro décimo sexto. Décima Sétima Época: O Século decimo setimo. Livro décimo sétimo.
Volume XII ― Décima Oitava Época: A Revolução. Livro decimo época. Notas adicionais.
Volume XIII ― Décima Oitava Época: História contemporânea. Livro décimo novo. Contém nas páginas finais índice do volume; advertência; Índices: Analítico e Cronológico, Alfabético, das gravuras; e um catálogo do editor.
Síntese da história universal que reflecte o pensamento liberal, a filosofia positivista e a crença no progresso que caracterizavam a mentalidade do autor e do tradutor. Foi obra muito influente na cultura da segunda metade do século XIX e inícios do século XX pela vasta divulgação que conheceu através de numerosas traduções e edições.
Tem junto:
CANTU. (Cesar) OS ULTIMOS TRINTA ANNOS (1848 A 1878). TRADUCÇÃO PELO VISCONDE DE CASTILHO, da quarta edição italiana de 1880, revista pelo auctor. Acompanhada do retrato e de um ensaio biographico-litterario de Cesar Cantu e da vida do archiduque Maximiliano d’Austria, Imperador do México LISBOA Editor Francisco Arthur da Silva rua dos douradores, 72. 1880 Traducção auctorisada pelo auctor ― Reservados aos direitos de propriedade de traducção e impressão em Portugal e Brasil.
De 23,5x16 cm. Com lxxii, 439 págs. Encadernação com lombada em pele, rótulos e ferros a ouro. Ilustrado em face da folha de rosto com um retrato do autor junto com rúbrica, a preto e branco e sobre papel couché.
Páginas em numeração romana com notas sobre a concessão do direito de tradução da obra; apontamentos biográfico-literários acerca do autor; e prefácio do autor. Contém os seguintes capítulos: Cap. I: Movimentos, reformas, revoluções; Cap. II: A Nacionalidade ― Alemãos e Slavos; Cap. III: França ― Napoleão III; Cap. IV: Guerra da Crimêa; Cap. V: Paz de Paris, Guerra e Unidade da Italia; Cap. VI: Expedição do México ― Austria e Prissia; Cap. VII: França e Prussia - O Comunismo; Cap. VIII: Questão Religiosa ― Queda do Poder Temporal; Cap. IX: Grã-Bretanha; Cap. X: Turquia e Russia; Cap. XI: A Grecia; Cap. XII: O Egipto ― A Africa; Cap. XIII: Ásia; Cap. XIV: Estados Unidos da América; Cap. V: América Meridional; Cap. XVI: Estado actual ― Os Septentrionaes; Cap. XVII: Belgica e Holanda; Cap. XVIII: Suissa; Cap. XIX: Península Ibérica; Cap. XX: Italia; Cap. XXI: Sciencias e Artes; Cap. XXII: Sciencias Históricas; Cap. XXIII: A Política e a Moral. Páginas finais com apêndice da vida do Aqueduto Maximiliano de Áustria.
César Cantù (Brivio, 1804 – Milão, 1895) foi um político italiano que, depois de participar na revolução de 1848 e na Unificação do Estado Italiano, desempenhou as funções de Superintendente dos Arquivos da Lombardia e fundou a Sociedade Histórica da Lombardia. Durante toda a vida dedicou-se com grande energia à divulgação do passado histórico, sendo autor de numerosas obras, a mais célebre das quais é esta História Universal traduzida acrescentada e anotada por António Ennes.
Nemesio Fernández-Cuesta e Picatoste (Segóvia, 1818 ― Madrid, 1893) foi um militar, lexicógrafo e tradutor do século XIX, e jornalista espanhol, com fortes convicções políticas, após a morte de Fernando VII (1784-1833), lutou contra os carlistas, que o rendeu uma prisão no País Basco e Navarra. Em 1840 iniciou sua carreira jornalística en la Gaceta de Madrid como estenógrafo. Colaborou em vários jornais da capital, entre eles: La Iberia, El Globo e El Heraldo. dirigiu a editora Gaspar e Roig, onde publicou o seu Dicionário enciclopédico da língua espanhola. Os acontecimentos políticos de 1866 fizeram-no emigrar para Portugal, onde entrou em relações com o Duque de Montpensier.
Manuel Bernardes Branco (Lisboa, 1832 ― Lisboa, 1893) Foi professor particular de línguas e professor de liceu no Porto. Foi distinto numismático, publicou diversas obras de história e foi assíduo colaborador da imprensa. Na Academia das Ciências de Lisboa foi associado provincial a 24 de março de 1860, tendo passado a sócio correspondente da classe de Ciências Morais, Políticas e Belas Letras a 19 de fevereiro de 1891. Foi também colaborador no jornal político O Clamor Publico; Oriente, Conservamdor, Ecco Popular e Miscellanea Litteraria. Traduziu a obra Historia universal de Cesar Cantu, é a segunda tradução desta obra feita em Lisboa; parte dela, do francês, feita pelo Sr. Rebello Trindade, e parte pelo sr. Bernardes Branco com a versão dos trechos em latim e grego, e as anotações.
Referências:
ACL - Academia das Ciências de Lisboa, Cota: PT/ACL/ACL/C/001/1860-03-24/MBB
Inocêncio V, 376 e XVI, 138-139.
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