{"product_id":"jornada-que-antonio-de-albuquerque-coelho","title":"JORNADA QUE ANTONIO DE ALBUQUERQUE COELHO,","description":"\u003cp\u003eGovernador, e CapitaÃµ General da Cidade do Nome de Deos de Macao na China, Fez de Goa atÃ¨ chegar Ã  dita Cidade no anno de 1718. Dividida em duas partes. Escrita pelo CapitaÃµ JOAÃ• TAVARES DE VELLEZ GUERREIRO, E DEDICADA AO DUQUE, por D. JAYME DE LA TE, Y SAGAU. LISBOA OCCIDENTAL, Na Officina da Musica. M. DCC. XXXII. [1732].\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eIn 8Âº (de 18x12 cm) com [16], 427 [1] pÃ¡gs.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEncadernaÃ§Ã£o da Ã©poca, inteira de pele, com nervos e rÃ³tulo vermelho na lombada. Apresenta leves picos de traÃ§a no exterior das pastas. As folhas de guardas sÃ£o modernas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eObra rara e importante, foi dedicada ao Duque do Cadaval pelo editor, D. Jayme de La Te y Sagau.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eRara segunda ediÃ§Ã£o.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA primeira Ã© rarÃ­ssima, tendo sido impressa em Macau no ano de 1718, logo apÃ³s a chegada do Governador, e sÃ³ se conhecem 8 exemplares. A terceira foi impressa em Lisboa no ano de 1905.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBela impressÃ£o, nesta segunda ediÃ§Ã£o utilizou-se uma impressÃ£o ao estilo chinÃªs, inspirada na primeira. O texto foi emoldurado em filetes tipogrÃ¡ficos em esquadria, o texto adornado com vinhetas tipogrÃ¡ficas, cabeÃ§Ãµes de remate e capitulares decorativas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar da tiragem especial que apenas difere da normal por ter margens muito mais generosas e por ser impressa sobre papel de linho de grande qualidade, muito alvo e encorpado. Apresenta o primeiro caderno lavado e um tÃ­tulo de posse desvanecido na folha de rosto \u003cstrong\u003e.\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eA â€˜JORNADAâ€™\u003c\/strong\u003e foi impressa pela primeira vez em Macau logo no ano de [1718] chegada do novo governador, sendo a Ãºltima de uma sÃ©rie de 11 livros portugueses impressos em Macau, entre 1662 e 1718, e o Ãºnico cujo conteÃºdo nÃ£o Ã© religioso. De acordo com \u003cstrong\u003eCharles\u003c\/strong\u003e \u003cstrong\u003eBoxer\u003c\/strong\u003e \u003cstrong\u003ein Travel and Exploration, 5, 368. \u003c\/strong\u003e[A primeira ediÃ§Ã£o d]â€œeste trabalho extremamente raro Ã© o mais curioso de toda a sÃ©rie, sendo Ãºnico no seu gÃ©nero, uma vez que nÃ£o foi escrito ou editado por missionÃ¡rios, nem aborda temas eclesiÃ¡sticos, cientÃ­ficos ou linguÃ­sticos.â€\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO CapitÃ£o-da-guarda \u003cstrong\u003eVellez Guerreiro\u003c\/strong\u003e escreveu esta descriÃ§Ã£o da viagem Ã©pica do Governador AntÃ³nio de Albuquerque Coelho, ao qual acompanhou e protegeu como chefe da guarda, tendo protagonizado todos os episÃ³dios desta odisseia que decorreu ao longo de um ano. Logo apÃ³s a chegada a Macau a obra Ã© impressa baseada no diÃ¡rio que o autor tinha elaborado durante a viagem.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNa primeira parte descreve a viagem por terra de Goa atÃ© Madrasta e daqui, por mar, atÃ© Ã  MalÃ¡sia. A segunda parte Ã© inteiramente dedicada Ã  estadia de Albuquerque Coelho na MalÃ¡sia, entre Outubro de 1717 e Abril de 1718, onde se envolveu num golpe de estado que levou o RajÃ¡ Kechil ao poder no Reino de Johor, no estreito de Singapura.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eArlindo Correia: ANTÃ“NIO DE ALBUQUERQUE COELHO (1682 â€“ 1745)\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eAlbuquerque Coelho\u003c\/strong\u003e natural do Brasil, era filho de AntÃ³nio de Albuquerque Coelho de Carvalho, oriundo de uma respeitÃ¡vel famÃ­lia que ocupou cargos importantes no Brasil colonial. Fruto de uma relaÃ§Ã£o ocasional de seu pai com mulata. Era mestiÃ§o. Foi enviado para a MetrÃ³pole, onde fez alguns estudos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm 1700, foi nomeado fidalgo cavaleiro da Casa Real e nomeado para receber o HÃ¡bito da Ordem de Cristo, na condiÃ§Ã£o de partir para a Ãndia. PorÃ©m, sÃ³ em 1719 conseguiu o tÃ­tulo de Cavaleiro. O facto de ser mestiÃ§o constituÃ­a um obstÃ¡culo difÃ­cil de vencer. Embarcou em 1700. Ocupou os postos de Tenente de Mar-e-Guerra e CapitÃ£o de Infantaria do TerÃ§o do Estado. Em 1708, embarcou como CapitÃ£o de Infantaria da guarniÃ§Ã£o da fragata Nossa Senhora das Neves, que partiu para Macau, quase destruÃ­da. Na mesma fragata viajava o tenenteÂ  \u003cstrong\u003eD. Henrique de Noronha\u003c\/strong\u003e e \u003cstrong\u003eFrancisco Xavier Doutel\u003c\/strong\u003e, que pouco depois seriam seus grandes inimigos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO episÃ³dio pessoal que mais marcou profundamente a vida de Albuquerque Coelho, foi querer casar com uma menina de 9 anos, Ã³rfÃ£ de pai e de mÃ£e, chamada \u003cstrong\u003eMaria de Moura\u003c\/strong\u003e. Com aquela idade, nÃ£o era certamente a beleza o que o seduzia, mas sim os bens da crianÃ§a, que eram avultados. Problema ainda maior era que o Tenente D. Henrique de Noronha tambÃ©m pretendia a mÃ£o da menina. O pequeno cÃ­rculo dos portugueses de Macau (nÃ£o mais certamente de umas 3 ou 4 mil pessoas), dividiu-se pelos dois partidos. Valeu-se Albuquerque Coelho da protecÃ§Ã£o do Bispo e conseguiu que a questÃ£o do casamento passasse para o foro eclesiÃ¡stico.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm 30 de Junho de 1709, realizou os esponsais na Igreja de Santo AntÃ³nio. A 2 de Agosto de 1709, AntÃ³nio de Albuquerque Coelho foi alvejado com um tiro de bacamarte disparado por D. Henrique de Noronha, ferindo-o num braÃ§o, que acabou gangrenado e teve de ser cortado. Ainda antes de permitir que se efectuasse a cirurgia, Albuquerque mandou perguntar a Maria de Moura se aceitaria casar com ele, tendo um braÃ§o a menos. A menina mandou-lhe dizer â€œque ainda que lhe faltassem ambas as pernas, ficando ele com vida, queria casar com eleâ€. O casamento foi celebrado a 22 de Agosto de 1710. Assistiu a tripulaÃ§Ã£o da fragata, para protecÃ§Ã£o, bem necessÃ¡ria, pois o tio da menina Francisco Leite Pereira, pensando que o casamento seria celebrado na Igreja de Santo AntÃ³nio, para ali foi esperar o noivo a fim de o matar.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNÃ£o foi fÃ¡cil a vida de AntÃ³nio de Albuquerque Coelho em Macau; podemos concluir de vÃ¡rios episÃ³dios da sua vida, que tinha um feitio bastante conflituoso e que criava inimigos com facilidade. Especialmente quando foi Juiz OrdinÃ¡rio (1712-1713), Ouvidor e tambÃ©m Vereador do Leal Senado. Cargo em que participou na resoluÃ§Ã£o da importante questÃ£o da compatibilidade, ou harmonizaÃ§Ã£o religiosa, dos ritos chineses com os ritos catÃ³licos, nomeadamente a designaÃ§Ã£o em chinÃªs de Deus, as honras prestadas ao filÃ³sofo ConfÃºcio, e os ritos com que eram honrados os defuntos. Em 1714, a esposa deu Ã  luz um filho, vindo esta a falecer das sequelas do parto. Neste perÃ­odo colecionou mais alguns inimigos em Macau e acabou por regressar a Goa.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm Maio de 1717, o Arcebispo Primaz de Goa, D. SebastiÃ£o de Andrade Pessanha, substituto legal do Vice-Rei, Vasco Fernandes CÃ©sar de Menezes, que partira para o Reino, nomeou AntÃ³nio de Albuquerque Coelho Governador de Macau. Quis este embarcar no Ãºnico navio que estava para partir; mas o capitÃ£o deste era o seu inimigo Francisco Xavier Doutel, que levantou vela e se fez ao mar na noite de 22 de Maio, sem o avisar e em segredo. Sem meio de transporte, decidiu Albuquerque partir a pÃ© com a sua comitiva atÃ© Ã  outra costa da Ãndia, onde pensava encontrar um barco. Na comitiva, o CapitÃ£o JoÃ£o Tavares de Velez Guerreiro, que descreveu a viagem, o Ajudante InÃ¡cio Lobo de Menezes, mais dois portugueses, JoÃ£o Nunes e Pascoal Ribeiro, cinco cafres cativos e dois clarins.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eChegaram a S. TomÃ© de Meliapor, entÃ£o ocupada pelos Portugueses a 16 de Julho. Uma velocidade razoÃ¡vel, pois a distÃ¢ncia percorrida fora de cerca de 2 600 km. NÃ£o conseguindo encontrar um navio que os levasse, Albuquerque tratou de comprar um, iniciando a viagem a 5 de Agosto. Em Malaca, teve o percalÃ§o de lhe fugir o piloto, tendo de prosseguir dirigindo ele mesmo o barco. Ao fim de dois meses, arribou a Johor (no sul da MalÃ¡sia) para invernar. Teve um papel activo na pacificaÃ§Ã£o do Reino, onde pululavam lutas internas. Em MarÃ§o de 1718, foi-lhe doado um terreno para a construÃ§Ã£o de uma Igreja; prosseguiu a viagem em 18 de Abril. Todos adoeceram a bordo incluindo o prÃ³prio Albuquerque. Muito doente com bÃ©ri-bÃ©ri, foi obrigado a desembarcar na ilha de SÃ£o JoÃ£o (Shangchuan). Fora nesta ilha, hoje distante 270 km. por estrada de Macau, que havia falecido S. Francisco Xavier em 1552. Â Os chineses trataram-no bem e levaram-no depois num dos seus barcos a Macau, onde chegou a 29 de Maio.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTomou posse do cargo no dia seguinte, 30 de Maio de 1718. Nessa altura jÃ¡ se encontrava em Goa um novo Vice-Rei, D. Luis de Menezes, 5.Âº conde da Ericeira e 1.Âº MarquÃªs do LouriÃ§al (o qual nÃ£o tinha ainda 30 anos), que lhe escreveu uma carta datada de 6 de Maio confirmando-o no cargo, mas lembrando-lhe tambÃ©m os conflitos do passadoÂ  e advertindo-o para que nÃ£o exercesse vinganÃ§as sobre Francisco Leite Pereira e Xavier Doutel. Aparentemente, Albuquerque assim fez, pois nÃ£o hÃ¡ notÃ­cia de conflitos nesta altura com estas personagens.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO governo de Albuquerque Coelho decorreu atÃ© a contento dos moradores de Macau, mas foi bastante curto, pois terminou a 9 de Setembro de 1719. Foi o caso que o Vice-Rei recebera indicaÃ§Ã£o da Corte de Lisboa para um novo Governador, AntÃ³nio da Silva Tello de Menezes. Ã‰ o que consta de uma carta dirigida pelo Vice-Rei ao Padre JoÃ£o MourÃ£o da Companhia de Jesus em 21 de Abril de 1720. Albuquerque Coelho tinha sido prejudicado por o seu antecessor D. Francisco de AlarcÃ£o ter ficado um ano a mais no posto e ainda por ter gasto um outro ano na viagem de Goa para Macau.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eFicou em Macau atÃ© 18 de Janeiro de 1720, data em que embarcou para Goa na fragata \u003cem\u003eNossa Senhora das Brotas\u003c\/em\u003e, que chegou a Goa a 20 de Maio seguinte.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eGOVERNADOR DE TIMOR \u003c\/strong\u003eEm 1721, nas ilhas de Timor e Solor, reinava a confusÃ£o, pois o Governador, Francisco de Melo e Castro deixara que o Bispo de Malaca, D. Frei Manuel de Santo AntÃ³nio, praticamente tomasse conta do governo da colÃ³nia. O novo Vice-Rei, Francisco JosÃ© de Sampaio e Castro, decidiu nomear AntÃ³nio de Albuquerque Coelho para tomar conta do governo daquele territÃ³rio. Partiu Albuquerque de Goa num navio seu para Macau, de onde queria levar provisÃµes para Timor. Chegado a Lifau â€“ Timor em 1722, tomou conta da direcÃ§Ã£o do governo, pondo o Bispo de lado. E, vendo que este continuava a conspirar contra ele, obrigou-o a que se embarcasse para Goa. Havia rebeliÃ£o entre os povos de Timor, acicatados pelos holandeses que queriam tomar as ilhas, onde se produzia o sÃ¢ndalo. Revoltaram-se vÃ¡rios reinos. O rei de Luca atacou com a sua gente o capitÃ£o-mor Joaquim de Matos, que tinha ido a Cailaco cobrar fintas (impostos). NÃ£o houve mortos do lado portuguÃªs, mas os revoltosos assassinaram dois missionÃ¡rios, os padres Manuel Rodrigues e Manuel Vieira. A situaÃ§Ã£o de revolta prolongou-se por bastante tempo, atribuindo alguns a falta de soluÃ§Ã£o Ã  demasiada aspereza do governador no trato com os naturais. Em 1725, foi substituÃ­do por AntÃ³nio Moniz de Macedo e passou novamente por Macau de volta a Goa. Chegou a Macau a 29 de Setembro de 1725 e a 23 de Novembro mandou celebrar um ofÃ­cio solene pela alma de sua mulher Maria de Moura, com uma salva na Fortaleza do Monte no fim do ofÃ­cio, dobrando os sinos de todas as Igrejas. AntÃ³nio de Albuquerque Coelho estava sempre atento ao cerimonial. Mandou entÃ£o depositar numa urna os ossos de sua mulher e filha, juntamente com o braÃ§o que lhe havia sido cortado em 1706. A urna esteve na igreja de S. Francisco atÃ© Ã  sua demoliÃ§Ã£o em 1865, data em que passou para a igreja de S. Agostinho, onde foi encaixada na parede da capela-mor, com uma lÃ¡pide com esta inscriÃ§Ã£o: Â«Nesta urna estÃ£o os ossos de D. Maria de Moura e Vasconcellos e sua filha D. Ignez, e os do braÃ§o direito de seu marido Antonio dâ€™Albuquerque Coelho, que aqui a fez depositar, vindo de Governador e CapitÃ£o Geral das Ilhas de SolÃ´r e TimÃ´r no anno de 1725Â»\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eGOVERNADOR DE PATE\u003c\/strong\u003e A ilha de Pate, Patte ou PatÃ© (por vezes, tambÃ©m Patta), fica situada a norte de MombaÃ§a na costa oriental de Ãfrica e faz hoje parte do QuÃ©nia. Tinha trÃªs povoaÃ§Ãµes: Pate, Faza (ou Ampaza) e Sio (ou Siyu). A ilha, juntamente com \u003cstrong\u003eMombaÃ§a,\u003c\/strong\u003e tinha sido portuguesa atÃ© 1698, data em que \u003cstrong\u003eos Ã¡rabes de Oman\u003c\/strong\u003e se apoderaram daqueles territÃ³rios. Os Vice-Reis em Goa tinha grande esperanÃ§a na reconquista daqueles territÃ³rios e em 1727 surgiu a ocasiÃ£o propÃ­cia quando se levantaram grandes divergÃªncias entre os potentados Ã¡rabes que mandavam na zona. Em 1727, o SultÃ£o de Pate enviou uma embaixada a Goa, pedindo a protecÃ§Ã£o dos portugueses; o facto ficou assinalado com um Tratado (Biker, VI, pag. 32) . Para ali partiu uma armada de seis navios na vÃ©spera de Natal de 1727, comandada pelo General Luis de Melo de Sampaio. Em Pate, encontraram as populaÃ§Ãµes divididas, uns a favor dos Ã¡rabes, outros dos Portugueses. TambÃ©m MombaÃ§a se rendeu em 15 de MarÃ§o de 1728. Com o Rei de Pate, foi celebrado em 24 de Agosto um extenso Tratado de paz, amizade e alianÃ§a, onde ele permitia a construÃ§Ã£o de uma Fortaleza guarnecida com 150 homens portugueses (Biker, VI, pag. 55). Para a ocupaÃ§Ã£o de Pate e construÃ§Ã£o da Fortaleza, nomeou o Vice-Rei, AntÃ³nio de Albuquerque Coelho como CapitÃ£o-Geral. Em 6 de Janeiro de 1729 este partiu de Goa, chegando Ã  barra de Pate em 3 de Fevereiro, desembarcando a 9, com pompa militar. Levava 141 soldados, 104 brancos e 37 indÃ­genas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eÃšLTIMOS ANOS\u003c\/strong\u003e Uma informaÃ§Ã£o do Vice-Rei D. Pedro de Mascarenhas, Conde de Sandomil, em 23 de Janeiro de 1735, resume bem a vida de Albuquerque Coelho na Ãndia (estava lÃ¡ hÃ¡ 35 anos nÃ£o hÃ¡ 32): Veyo do Reyno ha trinta e dous annos, occupou os postos de Tenente de mar e guerra, CapitÃ£o de Infantaria do TerÃ§o deste Estado, Governador, e CappitÃ£o General da Cidade de MacÃ¡o, e Governador das Ilhas de Solor, e Timor, e Governador, e CappitÃ£o General do Reino de Patte; tem grande capacidade, e muyto bom juizo e de excellente modo com as gentes. Nos Governos de MacÃ¡o, e Timor me consta pelas informaÃ§oens que tenho que procedeo com disctinÃ§Ã£o c acerto, e no Governo de Patte nÃ£o creyo que obrou mal, pois V. Magestade sendo-lhe prezentes as DevaÃ§as que contra elle se tirarÃ£o, o deu por livre por carta sua expedida este anno pelo Conselho Ultramarino; tenho-o por capaz de todos os empregos, e particularmente para o de MacÃ¡o, que hoje necessita mais de industria, e capacidade, do que das mais circumstancias, que nelle nÃ£o faltÃ£o. (Bosquejoâ€¦â€¦, pÃ¡g. 28-29). NÃ£o hÃ¡ muitas informaÃ§Ãµes sobre os Ãºltimos anos da vida dele em Goa. Sabe-se que foi Vereador da CÃ¢mara e Procurador do Senado de Macau em Goa. Era membro activo da Santa Casa da MisericÃ³rdia de Goa, de que tambÃ©m foi Provedor. Seu filho deverÃ¡ ter falecido no final do decÃ©nio iniciado em 1730, nÃ£o se sabe onde e como. Antes de ele falecer, conseguiu ainda que D. JoÃ£o V concedesse ao rapaz o AlvarÃ¡ de Fidalgo Cavaleiro, em 7 de Abril de 1737 â€“ R.G.M. de D. JoÃ£o V, liv. 28, fls. 369 v. Em 1742, foi nomeado CapitÃ£o-Geral da ProvÃ­ncia de Bardez. Deixou o posto no decorrer de 1744. Pobre e desprovido, recolheu-se ao Convento dos Franciscanos da ProvÃ­ncia da Madre de Deus, onde terÃ¡ falecido. \u003cstrong\u003eTexto extraido do artigo de Arlindo Correia ANTÃ“NIO DE ALBUQUERQUE COELHO (1682 â€“ 1745).\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eO ITINERÃRIO\u003c\/strong\u003e da Jornada estÃ¡ minuciosamente detalhado na obra com a viagem do Governador Albuquerque Coelho, do CapitÃ£o Tavares e da sua comitiva em direcÃ§Ã£o ao Extremo Oriente. Seguindo o Ã­ndice, e actualizando a ortografia, verificamos que o percurso decorre inicialmente por terra, por motivo de terem faltando navios (pÃ¡g. 4) desde Goa, na Costa do Malabar, atÃ© Madrasta na Costa de Bengala, seguindo o caminho dos peregrinos portugueses, os quais, tradicionalmente, faziam a peregrinaÃ§Ã£o desde Cochim, na Costa do Malabar, atÃ© ao tÃºmulo do apÃ³stolo S. TomÃ©, em Meliapor na Costa de Bengala. Os viajantes partem de Goa, em 2 de Junho de 1717, para a cidade de CanarÃ¡, na regiÃ£o de Karnataka, acompanhados por 20 mosqueteiros na vanguarda, muitos carregadores e ajudantes, o Governador transportado num andor, e os outros portugueses em palanquins, dois cavaleiros com estandarte e bandeira portuguesa na vanguarda, soldados a cavalo na retaguarda, comportando-se com opulÃªncia, revestidos da autoridade do Acebispo Primaz da Igreja CatÃ³lica na Ãndia (pÃ¡g. 12), e abrindo a passagem pela Ãndia coercivamente quando necessÃ¡rio. O local seguinte â€“ o caminho dos GatesÂ  (pag. 65) â€“ Ã© uma cordilheira de montanhas correndo de norte para sul no territÃ³rio do ImpÃ©rio Mogul no interior da Ãndia, sob o domÃ­nio do Rei Aurangabad. Menciona-se Mirizen, Mordessar, o rio Chachinacat (pag. 42), a igreja de Calianapor (pag. 46), a feitoria de Mangalor (pag. 57). Neste ponto o Governador evita contornar a India devido Ã  dificuldade de passar os rios. Preferiu penetrar nas montanhas e nas florestas, e enfrentar a oposiÃ§Ã£o dos nativos e de salteadores. Seguem depois para a cidade de Maissur (pÃ¡gs 84 e 85), hoje Mysore ou Mysuru, no Estado de Karnataka e localizada na base das montanhas Chamundi a sudoeste de Bangalore, onde chegam a 2 de Julho. Passam pelas cidades de SerigapatÃ£o, Mailur, Dungo, Dorincuthe e Magnicote. O autor entra no Reino ou ImpÃ©rio Mogor (pag. 101). Este impÃ©rio encontra-se nesta data no seu Ãºltimo declÃ­nio, governado por senhores feudais independentes. Refere-se a passagem pelas cidades de Tannely, Carpaute, Sagdor, e mais adiante Grenupen. Depois o percurso seguirÃ¡ para costa oriental da Ãndia. Os viajantes passam pela cidade de Velur, situado no Taluk, hoje pertencente ao actual distrito de Namakkal no Estado do Tamil Nadu na India. Trata-se, tal como o autor menciona (pag.103), da Costa do Coromandel que vai atÃ© Bengala. Na cidade de Velur a comitiva encontra, por mero acaso, um magnifico cavaleiro que serÃ¡ importantÃ­ssimo no resto da viagem por terra: trata-se do mÃ©dico e cavaleiro da Ordem de Cristo JoÃ£o Baptista de Santo HilÃ¡rio que endossarÃ¡ o Governador e apresentarÃ¡ a comitiva para as seguintes etapas. Antes da chegada Ã  Fortaleza inexpugnÃ¡vel de Grenupen a comitiva Ã© montada em cerimÃ³nia nos 'elefantes de estado' (p.133) com o CapitÃ£o da Guarda (e autor deste livro) a comandar o aparatoso desfile com inumeros elefantes, cavaleiros, regimentos e fanfarras). Segue-se a aclamaÃ§Ã£o do Governador Albuquerque Coelho pelo povo e a entrada triunfal no castelo, sendo necessÃ¡rio conter a populaÃ§Ã£o (pag. 139) na sua calorosa euforia para com os portugueses. O Rei Mouro de Velur deu ao Governador 15 cavaleiros e 30 peÃµes para o acompanhar atÃ© S. TomÃ© de Meliapor. Saem a 13 de Julho da Cidade de Velur 'tendo retumbado os ecos das honras com que fora recebido em Velur o Governador' (Pag. 155). No entanto a cidade de S. TomÃ© nÃ£o estava com posses para expedir um barco para Macau. PorÃ©m o governador inglÃªs de Madrasta recebeu o Governador portuguÃªs \"com aplausos militares e as honras devidas\". AÃ­ nÃ£o faltaram portugueses zelosos que preferiram arriscar o seu dinheiro e comprar um barco ao Governador do que por em perigo a honra da naÃ§Ã£o portuguesa (p.161). Embarcaram em 5 de Agosto e chegaram ao Achem, nas ilhas malaias, em 21 de Agosto. Os problemas com o barco obrigou a demorar mais um mÃªs atÃ© Malaca, onde chegaram a 19 de Setembro. Aqui os holandeses quiseram cobrar as ancoragens antigas aos portugueses, e prenderam o piloto, sendo necessÃ¡rio navegar sem ele \"metendo-se no Estreito de Singapura, e logo entraram pelo rio de Gior (Johor)\". O autor descreve a costa de Singapura (pag. 192 e 193). O navio precisava de grandes reparaÃ§Ãµes e a capacidade de as realizar dependeu dos entendimentos polÃ­ticos com os governantes e as populaÃ§Ãµes de Johor que sÃ£o descritos atÃ© Ã  pÃ¡gina 245. O rei de Johor pede ajuda contra o RajÃ¡ Kecil [1718â€“1722]. No entanto o RajÃ¡ Kecil com a ajuda dos ingleses e com o consentimento dos portugueses fica senhor do Reino de Johor (pag. 303). Como contrapartida do apoio ao RajÃ¡, o Governador Albuquerque Coelho quis garantir um lugar para os portugueses permanente em terra firme (fortaleza) e para a construÃ§Ã£o de uma igreja em Johor. Os ingleses com certas situaÃ§Ãµes embaraÃ§osas nas quais morre o seu capitÃ£o, pedem ajuda aos portugueses. Depois desta etapa o autor, o Governador, e a comitiva chegam a Macau, emÂ  29 de Maio de 1718.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e[EN] In 8Âº,Â  18x12 cm. [16], 427 [1] pp.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBinding: Contemporary full calf, slightly worn. Slight foxing and slight worming on boards.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCopy with wide margins, being the text within typographic frames; decorative fleurons and capital letters.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eRare and important second edition (from the first printed edition in Macau in 1718, only 8 copies are known).\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eJoÃ£o Tavares de Vellez Guerreiro accompanied AntÃ³nio Albuquerque Coelho as he took over the position as governor of Macau in 1718, and this work describes the story of that journey.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eThe \"Jornada\" was first printed in Macau in the year of arrival of the new governor, the last of a series of 11 books printed in Macau between 1662 and 1718 and the only one which contents are not religious. According to Boxer â€œthis extremely rare work is the most curious of the whole series. (It) is moreover unique in its kind, in that it was not written or edited by missionary, nor does it deal with an ecclesiastical, scientific, of linguistic theme.â€\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eThe second part is entirely devoted to the stay of Albuquerque in Johore [Malaysia], between October 1717 and April 1718, where he was involved in a coup that led Raja Kechil to the power in that kingdom after the conquest of Miningkabau [in the north of Sumatra].\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eInocÃªncio IV, 45 e X, 363. InocÃªncio IV, 45. Pinto de Matos 545, â€œos exemplares desta ediÃ§Ã£o sÃ£o rarosâ€ Azevedo SamodÃ£es 3325. Ameal 3325. Cordier, Sinica 3219.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eÂ \u003c\/p\u003e","brand":"Garimpo dos Livros","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":58295802102092,"sku":"1604NM011","price":30000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1066\/5617\/0316\/files\/1604NM011_1.jpg?v=1785850963","url":"https:\/\/garimpodoslivros.com.br\/products\/jornada-que-antonio-de-albuquerque-coelho","provider":"Garimpo dos Livros","version":"1.0","type":"link"}