{"product_id":"manuscrito-a-sa-c-xvii-a-carta-de-arremataa-aƒo-elvas","title":"MANUSCRITO â€“ SÃ‰C. XVII â€“ CARTA DE ARREMATAÃ‡ÃƒO. ELVAS.","description":"\u003cp\u003eCarta de arremataÃ§Ã£o pela qual se reconhece a AndrÃ© Martins Contreiras, tesoureiro da cÃ¢mara de Elvas, a posse de um foro de 2350 rÃ©is perpÃ©tuos que fazia JoÃ£o Franco a Maria Silveira por umas casas sitas Ã  porta de S. Pedro, em Elvas, e que fora por ele arrematado em hasta pÃºblica por 30 000 rÃ©is, por nÃ£o ter Maria Silveira bens que satisfizessem a dÃ­vida de 23 500 rÃ©is a AndrÃ© Contreiras que deixara Pedro Fialho, marido defunto de Maria Silveira.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eElvas, 15 de Fevereiro de 1667.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e8 fÃ³lios (30x21 cm), apresentando 13 pÃ¡ginas manuscritas, mais o endereÃ§o no verso do ultimo folio 'Carta de ArremataÃ§Ã£o [etc] aos 17 de Fevereiro de 1667'.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDocumento notarial manuscrito a uma sÃ³ mÃ£o, sobre papel timbrado da Ã©poca \"Sello Quarto de dez reis. Anno 1667\".\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCaligrafia de tabeliÃ£o da Ã©poca de muito difÃ­cil leitura actual; com interesse de estudo e de exercÃ­cio paleogrÃ¡fico.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTranscrevemos o documento com a ortografia adaptada e com a ortografia actualizada:\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e[fol. 1] Carta de aRematacÃ£o de Amdre || martinz Contreiras â€” Lopo Sardinha pereira vereador mais || velho juiz pela ordenasam e orfaos || e nesta muito nobre e senpre Leal cida||de de eluas e seu termo et cetera faso saber || A todas as justisas de sua magestade || de todo [sic] estes Reinos e senhorios de || portugal a quen e ante quem e onde || quer que esta minha Carta de aRe||matasam dada e pasada por manda||do e autoridade de justisa en forma || for apresentada e o Conhesimento dela || com direito pertenser e seu Conprimen||to por qualquer via modo se Requerer || a qual he tirada de huus autos Ciueis || de execusam en que san partes Como || autor da hÅ©a Andre martis Contreiras || tizoureiro da Camara desta cidade || e nela morador e Re da outra maria || silueira veuua que fiquou de pedro || fialho que deos tem Laurador e mora||dor que foi en o termo desta dita || cidade e pelos ditos autos se mostraua [fol. 1 v.] que no Anno do nassimento de nosso senhÃµr || Jesus xpÃµ de mil e seissentos e sesemta || e seis annos aos noue dias do mes de nouem||bro do dito anno nesta cidade de eluas || nas pousadas do escrivam que esta || soescreueo paresera Andre martins || Contreiras e por elle lhe fora dado hÅ©u || mandado pasado a sua Jnstansia Contra || maria silueira veuua que fiquara || de pedro fialho Requerendo ao dito escrj||vam o autusase e dese a sua deuida ex||ecusam o qual mandado o dito escrjvam || autuara e a petisam por onde o dito man||dado se pasara e despacho e mandado || o teor de todo he o seginte Â¶Diz Andre martis Contreiras que no Jnven||tario que se fes por falesimento || de pedro fialho se sentaram por || diuida a ele supliquante vinte e tres || mil e quinhentos Reis pellos Confesar || sua molher Cabesa de Cazal mandara || o Juiz de fora que fora nesta cidade || o doutor Andre Caualo da Cunha quam||do se fizera a partilha se pagasem || e dera pera pagamento deles || fazenda do Cazal e porque os nÃ£o [fol. 2] e porque o nam tem satisfeito e quer o su||pliquamte Cobralos pello que pedia || no fin e Conclusam da dita sua petisam || ao dito Juiz que estando mandado se || pagar se lhe pase mandado pera o su||plljquante cobrar sua diuida e Re||sebera merce e sendo a dita petisam || prezentada ao dito Juiz e nela puzera || seu despacho seginte estando man|| dado pagar se pase mandado eluas || noue de nouenbro de mil e seissentos || e sesenta e seis \/ Cunha \/ Como do dito || despacho constaua en verdade do qual || se pasara o dito mandado do teor || seginte = o doutor Andre Caualo || da Cunha Juiz de fora do geral e or||faos com alsada por el Rey nosso || senhÃµr e nesta cidade e seu termo et cetera pello prezente mando a qualquer || ofisial de justisa desta dita cidade || a quem este for dado Jndo permeiro por || min asinado Com elle RequeirÃ£o a maria || silueira veuua que fiquou de pedro || fialho que ela de e pague A andre || martis Contreiras morador nesta || cidade vinte e tres mil e quinhentos || Reis Conteudos na petisam atras e sem||do permeiro Requerida e nÃ£o pagando [fol. 2 v.] seia penhorada en seus bens moueis || que bem valham a dita Comtia e nÃ£o || avemdo moueis o seia em os de Rais || os quais hÅ©us e outros lhe seiam || vendidos na prasa publiqua desta || cidade andando permeiro en pregam || os dias da ley pera que do valor deles || seia o dito Amdre martis Contreiras || bem pago Cumprase asy dado e nesta [?] || cidade de eluas so meu sinal somente || aos noue dias do mes de nouembro de || mil e seissentos e sesenta e seis || annos manoel Rodriguiz pinto escrivam || dos orfaos o escreuj Cunha segundo || que todo esto se Conten en o dito man||dado pasado en nome do dito Juiz || de fora e orfÃ£os que foi nesta dita || cidade Andre Caualo da Cunha || en vertude do qual sendo aos noue || dias do mes de nouenbro de mil e seis||sentos e sesenta e seis annos e nes||ta cidade de eluas o dito escriuan || que esta soescreueo fora as pousa||das de maria silueira e em sua pesoa || a notefiquara que ella pagase a Am||dre martis Contreiras vinte e tres mil || e quinhentos Reis Conteudos no dito || mandado asima ou que nomeasse [fol. 3] que noase [sic] bens a penhora liures e de||zenbargados e pera venda digo se || venderem pera que do valor delles || seia o dito andre martis Contreiras || ter [?] seu pagamento ela lhe dera || en Reposta que ella nam tinha dinheiro || e que nomearia bens e sen enbargo || de sua Reposta a ouue per notefica||da pera tudo o que dito he de que || o dito escrivan fizera termo que o dito || escrivan asinara e sendo feito e asina||do o dito termo pella dita Re nam || pagar nem dar penhores Liures e de||zenbargados pera satisfasan || da divida que devia ao dito su||plyquante Andre martis Contreiras || fora penhorada e feita filha en hÅ©u || foro que a ela fazia Joam franquo || morador nesta cidade e en as suas Cazas || en que viue e no auto da penhora se || mostraua dizer que Aos des dias do mes || de nouenbro de mil e seissentos || e sesenta e seis annos nesta cidade || de eluas nas pousadas de maria || silueira veuua que fiquou de pedro || fialho aonde fora o escrivan dos || autos que he o que esta soescreueo [fol. 3 v.] Com o alcaide manoel Rodriguiz milho [?] || pera efeito de a penhorarem em báº½ns || moueis e sendo o dito escrivam em as || ditas pousadas com o dito alcaj||de a penhoraram em dous mil || e trezentos e sinquoenta Reis prepe||tuos que lhe fazia Joan franquo || en suas Cazas que estam a porta de || san pedro en que o dito Joam fran||quo viue as quais a dita veuua || nom[e]ara pera pagamento da || dita diuida de que o dito escrivam || fizera termo da dita penhora || e nomesam a qual asinara o dito || alCaide e o dito escrivam e do||mingos fangeiro que a[s]inara || pella dita veuua Re a a seu Ro||go por nam saber escreuer e sendo || feito o dito termo e asinado por || todos os sobreditos Como dito he || a Requerimento do dito supliquan||te Andre martis Contreiras o dito || foro fora metido en pregam na || prasa publiqua desta dita cidade || e andamdo en pregam os dias e termos || e tenpos que manda a ordenasam || no dito foto Lansara e fizera Lanso || o dito andre martis Contreiras de [fol. 4] de trimta mil Reis o qual foro apregoara || francisquo pireira porteiro dos or||faos e nesta dita cidade e sendo os || ditos pregois aCabados nam entran||do neles domingos e dias santos || e sendo en os dous dias do mes de dezenbro || de mil e seissentos e sesenta e seis || annos e nesta cidade de eluas o dito || porteiro francisquo pireira fora as || pousadas de maria da silueira || veuua que fiquara de pedro fia||lho demandado do doutor Andre || Caulo [sic] da Cunha Juiz de fora do || geral e orfaos que fora e nesta || dita cidade e seu termo e a Requerera || que no foro que dera a penhora || se Lansauam trimta mil Reis de aRe||matasan que sela tinha mais || Lanso o dese pera se aver de pagar || ela lhe dera en Reposta que || nam tinha outro Lanso maior || que se aRematase de que o dito || escrivan fizera termo que o dito || porteiro asinara e por nam aver || quen no dito foro fizese maior Lan||so do que nela tinha feito o dito || Andre martis Contreiras lhe fora || aRematado na prasa publiqua [fol. 4 v.] desta dita cidade da qual aRe||matasan se fes auto do qual || o teor he o seginte Â¶Anno do nasj|| mento de nosso senhor Jehsus xpÃµ de || mil e seissentos e sesenta e seis || annos aos dous dias do mes de || dezenbro do dito anno e nesta cida||de de eluas na prasa de ella sen||do ahj o doutor Andre Caualo da || Cunha Juiz de fora do geral e or||faos com alsada por el Rey noso || senhor e nesta dita cidade e seu ter||mo Comigo escrivam e francisquo || pereira porteiro dos orfaos pera || efeito de se aRematar dous mil || e trezentos e sinquoenta Reis de || foro perpetuos que fas Joam || franquo nas suas Cazas en que || viue a porta de san pedro a maria || silueira veuua que fiquou de pe||dro fialho e sendo o dito Juiz na || dita prasa mandou ao porteiro || apregoase o dito foro o que ele || Con hÅ©u Ramo verde na mao Come||sou dizendo trinta mil Reis me dam || por este foro que fas Joan fran||quo nas suas Cazas a veuua de [fol. 5] de pedro fialho que he dous mil e tre||zentos e siquoenta Reis e por nam || aChar outro maior Lanso do que || nelle tinha feito amdre martins || Contreiras que Lansou nelle trim||ta mil Reis e por aver Amdado na || prasa os dias da ley o dito Juiz || mandou ao dito porteiro afronta||se e aRematase o quelle Comesou || dizendo trimta mil Reis me dam || por este foro dou lhe hÅ©a dou lhe || duas a terseira verdadeira from||ta faso que mais nam acho de || trimta mil Reis que me dan por este || foro que se mais achara mais to||mara e por nam aver outro maior || Lanso o dito porteiro demanda||do do dito Juiz meteu o Ramo na || mÃ£o ao dito andre martis Com||treiras e lhos ouue por aRemeta||dos os ditos dous mil e trezentos || e sinquoenta Reis pera senpre || de que o Juiz mandou fazer es||te auto que asinou com o por||teiro sendo mais testemunhas || domingos fangeiro e manoel || fangeiro que todos aquj asinaram [fol. 5 v.] manoel Rodriguiz pinto escrivam dos || orfaos ha escrevj e declaro que || tem enbargo que esta aRematasam || vaj Continuada Com o doutor Andre || Caualo asinou Lopo sardinha || pereira Juiz pellla ordenasam e heu || sobredito o escreuj pireira \/ de fran||cisquo pereira , manoel fangeiro || domingos fangeiro segundo que todo este se Conten e he Conteu||do en o dito auto de aRematasam || o quall sendo feito e asinado || en os ditos autos a eles por par||te do dito supliquante Andre || martis Contreiras se juntara || hÅ©a sertidan de sizas por que || constaua pagar a sua mages||tade a syza que se deuia da || Conpra do dito foro da qual || o teor e Copia de ella he o se||gimte Â¶Lopo sardinha pereira verea||dor mais velho Juiz pella ordena||sam do geral e sizas nesta cidade || de eluas e seu termo et cetera faso a saber || que manoel Lopes siluestre Resebe||dor dos bens de Rais Resebeu de siza || dous mil duzentos e quorenta [fol. 6] e quorenta Reis de trimta mil Reis por || que Conpra Andre martis Contreiras || dous mil trezentos e sinquoenta || Reis de foro perpetuos que faz || Joan franquo armador nas suas || Cazas en que veuiue [?] a pero fialho || Laurador os quais lhe fiquam || CaRegados no liuro de sua Re||seita e por sertesa lhe mandej || pasar a prezente por mim asina||da eluas vinte e dous dias || do mes de janeiro de mil e seis||sentos e sesenta e sete annos || pagou desta quorenta Reis e d a||sinar aquj e no Liuro nada || e heu Andre do Canto escrivam || das sizas ho escreuj pireira || Andre do Canto segundo que todo esto se Conten e he Conteu||do em a dita Certidan de sizas || que sendo en os ditos autos || Jumta deles por parte do dito || Conprador Andre martis Contreiras || me foi dito e Requerido que pera || titolo do dito foro lhe mandase || dar e pasar sua Carta de a [fol. 6 v.] de aRematasan o que o visto por || mim seu Requerimento me paRe||ser Justisa lha mandey dar e pasar || a quall mando que en todo e || por todo se Cumpra e guarde || muito Jnteiramente asj e da || maneira que se nela Comten || e en seu Conprimento mando a qual||quer escrivan ou tabaliam des||ta dita cidade a que esta for || dada Jndo por mim asinada e sela||da Com o selo que ante min serue || com ellla [?] e en seu Conprimento no||tefique ao dito Joam franquo || armador e morador e nesta dita || cidade quele Conhese por senhorio || do foro que ele fazia en as Cazas || em que viue a pedro fialho que || deos tem ao dito andre martins || contreiras e lhe aCuda con as || pagas delle a seus tenpos aCos||tumados visto o auto de aRema||tasam atras por que Consta ser || aRematado en prasa publiqua || ao dito Andre martis Contreiras [fol. 7] Contreiras e da dita notefiquasan || se fara termo ao pee desta o que || asin se Conprira dada en esta cida||de deeluas aos quimze dias do mes || de feuireiro de mil e seissentos e se||senta e sete annos e esta vaj || soescrita por manoel Rodriguiz pin||to escrivam dos orfaos en esta || cidade de eluas no ofisio de que || he proprietairo pedro vas Roza||do e aos autos donde esta manou || que fiquan en seu poder en to||do e por todo se Reparta pagou || se de feitio della por parte do dito || andre martins Contreiras por se pedir || a seu Requerimento trezentos e se||senta Reis e d asinar vinte Reis manoel || Rodrigues pinto esCrivÃ£o dos orfÃ£os a fis escreuer [ ] || Lopo sardinha pereira Ao sello â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€” biij Reis ualha sem selo es crazaa [?]\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eÂ \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eLopo sardinha pereira [?] [verso do documento, caligrafia XVIII-XIX] N. 4 6 d[ ]\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCarta de ArremataÃ§Ã£o que || fez Andre Martins || Ã¡s portas de S. Pedro , || Aos 15 de Fevereiro do dito anno || N.Âº 2. D. [texto orientado a 90Âº, caligrafia da Ã©poca] # || Carta de aRema||taÃ§Ã£o de dois || mil e trezentos || e sinqoenta Reis || que faz joÃ£o fra||nco nas suas || cazas em qe uiue || 1667 = sÃ£o 2350 = â€ƒ Elvas, 15 de Fevereiro de 1667 Carta de arremataÃ§Ã£o pela qual se reconhece a AndrÃ© Martins Contreiras, tesoureiro da cÃ¢mara de Elvas, a posse de um foro de 2350 rÃ©is perpÃ©tuos que fazia JoÃ£o Franco a Maria Silveira por umas casas sitas Ã  porta de S. Pedro, em Elvas, e que fora por ele arrematado em hasta pÃºblica por 30 000 rÃ©is, por nÃ£o ter Maria Silveira bens que satisfizessem a dÃ­vida de 23 500 rÃ©is a AndrÃ© Contreiras que deixara Pedro Fialho, marido defunto de Maria Silveira. Lopo Sardinha Pereira, vereador mais velho, juiz pela ordenaÃ§Ã£o e Ã³rfÃ£os e nesta muito nobre e sempre leal cidade de Elvas e seu termo etc., faÃ§o saber a todas as justiÃ§as de Sua Majestade de todos estes reinos e senhorios de Portugal a quem e ante quem e onde quer que esta minha carta de arremataÃ§Ã£o dada e passada por mandado e autoridade de justiÃ§a em forma for apresentada e o conhecimento dela com direito pertencer, e seu cumprimento por qualquer via, modo se requerer, a qual Ã© tirada de uns autos cÃ­veis de execuÃ§Ã£o, em que sÃ£o partes, como autor, de uma, AndrÃ© Martins Contreiras, tesoureiro da cÃ¢mara desta cidade e nela morador, e rÃ©, da outra, Maria Silveira, viÃºva que ficou de Pedro Fialho, que Deus tem, lavrador e morador que foi no termo desta dita cidade; E pelos ditos autos se mostrava [fol. 1 v.] que no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1666 anos, aos 9 dias de Novembro do dito ano, nesta cidade de Elvas, nas pousadas do escrivÃ£o que esta subescreveu, aparecera AndrÃ© Martins Contreiras e por ele lhe fora dado um mandado passado a sua instÃ¢ncia contra Maria Silveira, viÃºva que ficara de Pedro Fialho, requerendo ao dito escrivÃ£o que o autuasse e desse a sua devida execuÃ§Ã£o, o qual mandado o dito escrivÃ£o autuara, e a petiÃ§Ã£o por onde o dito mandado se passara, e despacho e mandado, o teor de tudo Ã© o seguinte: Diz AndrÃ© Martins Contreiras que no inventÃ¡rio que se fez por falecimento de Pedro Fialho se assentaram por dÃ­vida a ele suplicante 23 500 rÃ©is; por os confessar sua mulher, cabeÃ§a de casal, mandara o juiz de fora, que fora nesta cidade o Doutor AndrÃ© Cavalo da Cunha, quando se fizera a partilha se pagassem; e dera para pagamento deles fazenda do casal; e porque os nÃ£o [fol. 2] e porque o nÃ£o tem satisfeito e quer o suplicante cobrÃ¡-los, pelo que pedia no fim e conclusÃ£o da dita sua petiÃ§Ã£o ao dito juiz que, estando mandado pagar-se, se lhe passe mandado para o suplicante cobrar a sua dÃ­vida. E receberÃ¡ mercÃª. E sendo a dita petiÃ§Ã£o apresentada ao dito juiz, e nela pusera seu despacho seguinte: Estando mandado pagar-se, passe mandado. Elvas, 9 de Novembro de 1666. Cunha Como do dito despacho constava, em verdade do qual se passara o dito mandado do teor seguinte: O Doutor AndrÃ© Cavalo da Cunha, juiz de fora do geral e Ã³rfÃ£os, com alÃ§ada por el-rei Nosso Senhor, e nesta cidade e seu termo etc., pelo presente mando a qualquer oficial de justiÃ§a desta dita cidade a quem este for dado, indo primeiro por mim assinado, com ele requeiram a Maria Silveira, viÃºva que ficou de Pedro Fialho, que ela dÃª e pague a AndrÃ© Martins Contreiras, morador nesta cidade, 23 500 rÃ©is contidos na petiÃ§Ã£o atrÃ¡s; e sendo primeiro requerida e nÃ£o pagando, [fol. 2 v.] seja penhorada em seus bens mÃ³veis que bem valham a dita quantia; e nÃ£o havendo mÃ³veis, o seja nos de raiz, os quais, uns e outros, lhe sejam vendidos na praÃ§a pÃºblica desta cidade, andando primeiro em pregÃ£o os dias da lei, para que do valor deles seja o dito AndrÃ© Martins Contreiras bem pago. Cumpra-se. Assim dado e nesta cidade de Elvas sob meu sinal somente. Aos 9 dias do mÃªs de Novembro de 1666 anos. Manuel Rodrigues Pinto, escrivÃ£o dos Ã³rfÃ£os, o escrevi. Cunha Segundo o que tudo isto se contÃ©m no dito mandado passado em nome do dito juiz de fora e Ã³rfÃ£os que foi nesta dita cidade, AndrÃ© Cavalo da Cunha, em virtude do qual sendo aos 9 dias do mÃªs de Novembro de 1666 anos e nesta cidade de Elvas, o dito escrivÃ£o que esta subescreveu fora Ã s pousadas de Maria Silveira e em sua pessoa a notificara que ela pagasse a AndrÃ© Martins Contreiras 23 500 rÃ©is contidos no dito mandado acima, ou que nomeasse [fol. 3] que nomeasse bens Ã  penhora livres e desembargados e para venda, digo, se venderem, para que do valor deles seja o dito AndrÃ© Martins Contreiras ter seu pagamento; ela lhe dera em resposta que ela nÃ£o tinha dinheiro e que nomearia bens, e sem embargo de sua resposta a houve por notificada para tudo o que dito Ã©, de que o dito escrivÃ£o fizera termo que o dito escrivÃ£o assinara; e sendo feito e assinado o dito termo pela dita rÃ©, nÃ£o pagar nem dar penhores livres e desembargados para satisfaÃ§Ã£o da dÃ­vida que devia ao dito suplicante AndrÃ© Martins Contreiras, fora penhorada e feita filhada num foro que a ela fazia JoÃ£o Franco, morador nesta cidade nas suas casas em que vive; e no auto da penhora se mostrava dizer que aos 10 dias do mÃªs de Novembro de 1666 anos, nesta cidade de Elvas, nas pousadas de Maria Silveira, viÃºva que ficou de Pedro Fialho, aonde fora o escrivÃ£o dos autos que Ã© o que esta subescreveu [fol. 3 v.] com o alcaide Manuel Rodrigues Milho [?] para efeito de a penhorarem em bens mÃ³veis, e sendo o dito escrivÃ£o nas ditas pousadas com o dito alcaide, a penhoraram em 2350 rÃ©is perpÃ©tuos que lhe fazia JoÃ£o Franco em suas casas que estÃ£o Ã  porta de S. Pedro, em que o dito JoÃ£o Franco vive, as quais a dita viÃºva nomeara para pagamento da dita dÃ­vida de que o dito escrivÃ£o fizera termo da dita penhora e nomeaÃ§Ã£o, a qual assinara o dito alcaide e o dito escrivÃ£o, e Domingos Fangueiro, que assinara pela dita viÃºva por seu rogo, por nÃ£o saber escrever. E sendo feito o dito termo e assinado por todos os sobreditos como dito Ã© a requerimento do dito suplicante AndrÃ© Martins Contreiras, o dito foro fora metido em pregÃ£o na praÃ§a pÃºblica desta dita cidade, e andando em pregÃ£o os dias e termos e tempos que manda a ordenaÃ§Ã£o, no dito foro lanÃ§ara e fizera lanÃ§o o dito AndrÃ© Martins Contreiras de [fol. 4] de 30 000 rÃ©is, o qual foro apregoara Francisco Pereira, porteiro dos Ã³rfÃ£os e nesta dita cidade, e sendo os ditos pregÃµes acabados, nÃ£o entrando neles domingos e dias santos, e sendo nos 2 dias do mÃªs de Dezembro de 1666 anos e nesta cidade de Elvas, o dito porteiro Francisco Pereira fora Ã s pousadas de Maria da Silveira, viÃºva que ficara de Pedro Fialho, demandado do doutor AndrÃ© Cavalo da Cunha, juiz de fora do geral e Ã³rfÃ£os que fora e nesta dita cidade e seu termo, e a requerera que no foro que dera Ã  penhora se lanÃ§avam 30 000 rÃ©is de arremataÃ§Ã£o, que se ela tinha mais lanÃ§o, o desse para haver de se pagar, ela lhe dera em resposta que nÃ£o tinha outro lanÃ§o maior, que se arrematasse, de que o dito escrivÃ£o fizera termo, que o dito porteiro assinara, e por nÃ£o haver quem no dito foro fizesse maior lanÃ§o do que nela tinha feito o dito AndrÃ© Martins Contreiras, lhe fora arrematado na praÃ§a pÃºblica [fol. 4 v.] desta dita cidade, da qual arremataÃ§Ã£o se fez auto, do qual o teor Ã© o seguinte: Ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de 1666 anos, aos 2 dias do mÃªs de Dezembro do dito ano e nesta cidade de Elvas, na praÃ§a dela, sendo aÃ­ o doutor AndrÃ© Cavalo da Cunha, juiz de fora do geral e Ã³rfÃ£os com alÃ§ada por el-rei Nosso Senhor, e nesta dita cidade e seu termo, comigo escrivÃ£o, e Francisco Pereira, porteiro dos Ã³rfÃ£os para efeito de se arrematar 2350 rÃ©is de foro perpÃ©tuos que faz JoÃ£o Franco nas suas casas em que vive, Ã  porta de S. Pedro, a Maria Silveira, viÃºva que ficou de Pedro Fialho, e sendo o dito juiz na dita praÃ§a, mandou ao porteiro que apregoasse o dito foro, o que ele, com um ramo verde na mÃ£o, comeÃ§ou dizendo Â«30 000 rÃ©is me dÃ£o por este foro que faz JoÃ£o Franco nas suas casas Ã  viÃºva de [fol. 5] de Pedro Fialho, que Ã© 2350 rÃ©isÂ»; e por nÃ£o achar outro maior lanÃ§o do que nele tinha feito AndrÃ© Martins Contreiras, que lanÃ§ou nele 30 000 rÃ©is, e por haver andado na praÃ§a os dias da lei, o dito juiz mandou ao dito porteiro que afrontasse e arrematasse, o que ele comeÃ§ou dizendo: Â«30 000 rÃ©is me dÃ£o por este foro. Dou-lhe uma, dou-lhe duas, a terceira verdadeira, afronta faÃ§o que mais nÃ£o acho de 30 000 rÃ©is que me dÃ£o por este foro, que se mais achara, mais tomaraÂ»; e por nÃ£o haver outro maior lanÃ§o, o dito porteiro, demandado do dito juiz, meteu o ramo na mÃ£o ao dito AndrÃ© Martins Contreiras, e lhos houve por arrematados os ditos 2350 rÃ©is para sempre; de que o juiz mandou fazer este auto, que assinou com o porteiro, sendo mais testemunhas Domingos Fangueiro e Manuel Fangueiro, que todos aqui assinaram. [fol. 5 v.] Manuel Rodrigues Pinto, escrivÃ£o dos Ã³rfÃ£os, a escrevi, e declaro que tem embargo que esta arremataÃ§Ã£o vai continuada com o doutor AndrÃ© Cavalo. Assinou Lopo Sardinha Pereira, juiz pela ordenaÃ§Ã£o, e eu sobredito o escrevi. Pereira \/ de Francisco Pereira \/ Manuel Fangueiro \/ Domingos Fangueiro Segundo que tudo isto se contÃ©m e Ã© contido no dito auto de arremataÃ§Ã£o, o qual sendo feito e assinado, nos ditos autos a eles por parte do dito suplicante, AndrÃ© Martins Contreiras, se juntara uma certidÃ£o de sisas por que constava pagar a Sua Majestade a sisa que se devia da compra do dito foro, da qual o teor e cÃ³pia dela Ã© o seguinte: Lopo Sardinha Pereira, vereador mais velho, juiz pela ordenaÃ§Ã£o do geral e sisas nesta cidade de Elvas e seu termo etc., faÃ§o saber que Manuel Lopes Silvestre, recebedor dos bens de raiz, recebeu de sisa 2240 [fol. 6] rÃ©is de 30 000 rÃ©is por que compra AndrÃ© Martins Contreiras 2350 rÃ©is de foro perpÃ©tuos que faz JoÃ£o Franco, armador, nas suas casas em que vive, e a Pedro Fialho, lavrador, os quais lhe ficam carregados no livro de sua receita, e por certeza lhe mandei passar a presente por mim assinada. Elvas, 22 dias do mÃªs de Janeiro de 1667 anos. Pagou desta 40 rÃ©is e de assinar aqui, e no livro nada. E eu AndrÃ© do Canto, escrivÃ£o das sisas, o escrevi. Pereira \/ AndrÃ© do Canto. Segundo que tudo isto se contÃ©m e Ã© contido na dita certidÃ£o de sisas, que sendo nos ditos autos junta deles, por parte do dito comprador, AndrÃ© Martins Contreiras, me foi dito e requerido que para tÃ­tulo do dito foro lhe mandasse dar e passar sua carta de [fol. 6 v.] arremataÃ§Ã£o, o que visto por mim seu requerimento me parecer justiÃ§a, lha mandei dar e passar, a qual mando que em todo e por todo se cumpra e guarde muito inteiramente, assim e da maneira que nela se contÃ©m, e em seu cumprimento mando a qualquer escrivÃ£o ou tabeliÃ£o desta dita cidade a que esta for dada, indo por mim assinada e selada com o selo que ante mim serve com ela, e em seu cumprimento notifique ao dito JoÃ£o Franco, armador, e morador e nesta dita cidade, que ele conhece por senhorio do foro que ele fazia nas casas em que vive a Pedro Fialho, que Deus tem, ao dito AndrÃ© Martins Contreiras, e lhe acuda com as pagas dele a seus tempos acostumados, visto o auto de arremataÃ§Ã£o atrÃ¡s, por que consta ser arrematado em praÃ§a pÃºblica ao dito AndrÃ© Martins Contreiras [fol. 7] Contreiras, e da dita notificaÃ§Ã£o se farÃ¡ termo ao pÃ© desta, o que assim se cumprirÃ¡. Dada nesta cidade de Elvas aos 15 dias do mÃªs de Fevereiro de 1667 anos. E esta vai subscrita por Manuel Rodrigues Pinto, escrivÃ£o dos Ã³rfÃ£os nesta cidade de Elvas, no ofÃ­cio de que Ã© proprietÃ¡rio Pedro Vaz Rosado. E aos autos donde esta manou, que ficam em seu poder em todo e por todo se reparta pagou-se de feitio dela por parte do dito AndrÃ© Martins Contreiras, por se pedir a seu requerimento 360 rÃ©is, e de assinar 20 rÃ©is. Manuel Rodrigues Pinto, escrivÃ£o dos Ã³rfÃ£os, a fiz escrever [ ]. Lopo sardinha pereira Ao selo â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€”â€” 8 Reis valha sem selo ex causa [?] Lopo sardinha pereira [?]\u003c\/p\u003e","brand":"Garimpo dos Livros","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":58295725982028,"sku":"1405JC053","price":3600.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1066\/5617\/0316\/files\/1405JC053_1.png?v=1785850263","url":"https:\/\/garimpodoslivros.com.br\/products\/manuscrito-a-sa-c-xvii-a-carta-de-arremataa-a%c6%92o-elvas","provider":"Garimpo dos Livros","version":"1.0","type":"link"}