{"product_id":"manuscrito-sa-c-xviii-maxa-mas-discra-tas-testamento-pola-tico","title":"MANUSCRITO SÃ‰C. XVIII. - MAXÃMAS DISCRÃ‰TAS [TESTAMENTO POLÃTICO]","description":"\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eMANUSCRITO SÃ‰C. XVIII. - MAXÃMAS DISCRÃ‰TAS [TESTAMENTO POLÃTICO] Sobre a Reforma necessÃ¡ria Da Agricultura, ComÃ©rcio, Milicia, Marinha, Tribunaes, Fabricas, \u0026amp;c.\u003c\/strong\u003e De Portugal. Representadas, e dirigidas Ao Serenissimo Senhor Dom JozÃ©, Principe da Beira, Augusto Filho do Senhor Rey Dom JoaÃµ V. Por Dom Luiz da Cunha Embaixador em FranÃ§a.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eIn fÃ³lio (23,5x16,5 cm) com [2 br], [75 ], [2 br] fÃ³lios inumerados.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEncadernaÃ§Ã£o da Ã©poca inteira de pele marmoreada, com finos ferros a ouro na lombada e rolados em esquadrias nas pastas. Corte de folhas carminado. Folhas de guarda em papel decorativo da Ã©poca. Falhas nas coifas da encadernaÃ§Ã£o.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eManuscrito do final do sÃ©culo XVIII redigido a uma sÃ³ mÃ£o firme, clara, limpa e em caligrafia moderna da Nova Escola, isto Ã©, da Ã©poca pombalina ou posterior. Apresenta notas manuscritas a lÃ¡pis (do sÃ©culo XX) na folha de guarda e nas margens do texto.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eObra mais conhecida sob o tÃ­tulo Â«Testamento PolÃ­ticoÂ» que constitui uma Carta de Conselhos, ou InstruÃ§Ãµes, feitas ao Senhor Rei Dom JosÃ© 1Âº, sendo PrÃ­ncipe, por Dom LuÃ­s da Cunha, Ministro em Inglaterra FranÃ§a e Holanda, para o modo da RegÃªncia do Reino quando subisse ao Trono. Esta obra constitui o espÃ­rito da organizaÃ§Ã£o polÃ­tica e diplomÃ¡tica da Ã©poca pombalina, sob a ideia do governo absolutista iluminado.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCarta enviada a D. JosÃ© quando ainda era PrÃ­ncipe-Herdeiro, onde Ã© recomendada a reforma do exÃ©rcito, da marinha e da magistratura, a criaÃ§Ã£o da polÃ­cia da corte, o fomento da indÃºstria, a abertura de rios e canais, a tolerÃ¢ncia religiosa, sugere que o futuro rei nÃ£o tenha confessor, que desconfie em especial dos JesuÃ­tas e recomenda SebastiÃ£o JosÃ© de Carvalho e Melo, futuro MarquÃªs de Pombal, para a secretaria de Estado do Reino.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO autor recomenda muito ao futuro Rei, que nunca tenha 1Âº Ministro ou valido pois Â«que o dito Ministro ordinariamente tira ao Soberano o crÃ©dito que ele se arroga a si mesmoÂ».Â \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eInocÃªncio V, 282 e XVI, 14. Â«PolÃ­tico e diplomata que serviu os Reis D. Pedro II e D. JoÃ£o V, como conselheiro, embaixador em Viena, Haia e Paris e Ministro plenipotenciÃ¡rio ao Congresso de Utrecht. Ã‰ considerado um dos pensadores do grupo designado por Â«EstrangeiradosÂ». Recomendou SebastiÃ£o JosÃ© de Carvalho e Melo, futuro MarquÃªs de Pombal ao Rei D. JosÃ©Â».\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDom LuÃ­s da Cunha (Lisboa,1662 - Paris,1749) comendador da Ordem de Cristo, embaixador, ministro plenipotenciÃ¡rio, membro da Real Academia de HistÃ³ria; estudou na Universidade de Coimbra sendo nomeado como desembargador da RelaÃ§Ã£o do Porto, e posteriormente da RelaÃ§Ã£o de Lisboa. Antes de D. JosÃ© I ser aclamado rei o autor enviou-lhe uma carta na qual sugeria dois homens para a governaÃ§Ã£o: GonÃ§alo Manuel GalvÃ£o de Lacerda, que havia servido longos anos no Conselho Ultramarino, e SebastiÃ£o JosÃ© de Carvalho e Melo, o futuro marquÃªs de Pombal, descrevendo-o como homem com sentido de realidades, cauteloso a formular projectos mas determinado em sua firme execuÃ§Ã£o.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSegundo Joaquim Romero MagalhÃ£es (na obra Â«O projecto de D. LuÃ­s da Cunha para o impÃ©rio portuguÃªsÂ») na Ã©poca estas ideias apenas puderam ser conhecidas em manuscrito. As propostas visionÃ¡rias e radicais surgem como conclusÃ£o de uma longa anÃ¡lise e de uma demorada reflexÃ£o, Â«realizada em cidades europeias, longe da tacanhez da corte portuguesaÂ». O prÃ³prio autor nÃ£o quereria que a proposta fosse revelada. Nos seus escritos ousou atacar os aspectos mais negativos da sociedade portuguesa: as iniquidades dos processos inquisitoriais, a lentidÃ£o da justiÃ§a, a decadÃªncia das manufacturas e da agricultura no interior do paÃ­s. Tentou incutir nas orientaÃ§Ãµes da polÃ­tica portuguesa o fomento das actividades produtivas, a reduÃ§Ã£o das propriedades da igreja e do nÃºmero dos eclesiÃ¡sticos, e procurou que o desenvolvimento do Brasil (inclusive atravÃ©s do seu povoamento com protestantes) fosse uma medida estratÃ©gica da polÃ­tica nacional.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eD. LuÃ­s da Cunha nasceu numa das mais importantes famÃ­lias da aristocracia portuguesa e viveu 87 anos, desde o perÃ­odo da RestauraÃ§Ã£o atÃ© ao perÃ­odo da Reforma Pombalina.Â  Em 1695 Ã© nomeado por D. Pedro II enviado extraordinÃ¡rio em Londres, onde se manteve de 1697 a 1712. Faz em seguida parte da delegaÃ§Ã£o portuguesa Ã  conferÃªncia de Utrecht (1712-1715). Passa depois para Madrid, onde tentarÃ¡ obrigar a Espanha a cumprir o Tratado de Utrecht (1718-1719) na grande questÃ£o pendente da ColÃ³nia do Sacramento. De Madrid passa a FranÃ§a Ã s negociaÃ§Ãµes de Cambrai (1719-1720) e depois Ã© transferido para Paris com passagem por Bruxelas (1725-1728). Embaixador na Haia, Holanda (1728-1736), retomarÃ¡ o posto de Paris (1736-1749) onde morre pouco depois da sua missÃ£o diplomÃ¡tica ter sido dada por finda e mandado regressar a Lisboa.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO autor estuda, propÃµe, e manobra no sentido de uma profunda transformaÃ§Ã£o do paÃ­s. OpÃ´s-se Ã s negociaÃ§Ãµes do Tratado de Methuen (Dezembro de 1703), contrariou a Holanda nos interesses das grandes companhias mercantis, solicitou o apoio militar da Inglaterra estabelecido nos tratados, invocando atÃ© os prÃ³prios interesses ingleses que beneficiavam com a independÃªncia de Portugal e com a seguranÃ§a das frotas que traziam o ouro e as riquezas do Brasil, projectou a ligaÃ§Ã£o entre a Ãfrica ocidental e oriental, encomendou mapas geogrÃ¡ficos actualizados dos domÃ­nios ultramarinos, nomeadamente \"\u003cem\u003eDescription GÃ©ographique de lÂ´Afrique\u003c\/em\u003e\", que se inicia por uma \"\u003cem\u003eMÃ©moire ou 1'on traite de la communication d'un cote de 1'Afrique Ã  1'autre\u003c\/em\u003e\". Auxiliado pelos mapas e descriÃ§Ãµes portuguesas e holandesas, consegue corrigir as representaÃ§Ãµes anteriores e aproximar o novo desenho da realidade geogrÃ¡fica.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSegundo D. Luiz da Cunha impunha-se a necessidade de evitar a progressÃ£o holandesa que, a partir do Cabo, poderia chegar Ã  Ã¡rea produtora de ouro do Monomotapa, indispensÃ¡vel para os negÃ³cios asiÃ¡ticos. Define Ã¡reas de comÃ©rcio que deveriam ser entregues a companhias privilegiadas, tais como os Rios de Senna, em Ãfrica. Sugere o projecto radical e visionÃ¡rio segundo o qual deveria o rei de Portugal tomar o tÃ­tulo de \"Imperador do Ocidente\", deixando a Europa e indo estabelecer-se no Rio de Janeiro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDom Luiz da Cunha tinha do impÃ©rio portuguÃªs uma visÃ£o harmÃ³nica e global, o que impunha a articulaÃ§Ã£o e a complementaridade dos diversos continentes, numa como que RepÃºblica Universal, com o Brasil servindo de centro articulador. Em 1735-1736 jÃ¡ havia quem considerasse que o Brasil poderia ascender Ã  categoria de impÃ©rio, numa orgÃ¢nica integraÃ§Ã£o com Portugal com a Ãfrica, que era preciso aproveitar. Sugeria a necessidade de se defender as fronteiras do Brasil, e da nova interpretaÃ§Ã£o que se deveria fazer da divisÃ£o decidida em Tordesilhas em 1494. Propunha nas negociaÃ§Ãµes de Utrecht que as fronteiras se traÃ§assem pelo Oiapoc (Rio de Vicente Pinzon) a Norte e pelo Rio da Prata a Sul. No entanto tambÃ©m propunha o aumento do territÃ³rio do Brasil com a troca do Chile pelo Algarve. O problema da mÃ£o-de-obra do imenso impÃ©rio seria resolvido com a aboliÃ§Ã£o do imposto da capitaÃ§Ã£o dos escravos que Alexandre de GusmÃ£o impusera, e a importaÃ§Ã£o dos mesmos de MadagÃ¡scar.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eRelativamente ao comÃ©rcio dos vinhos e Ã  cultura da vinha o autor tem um capÃ­tulo, ou parÃ¡grafo, com vinte e duas linhas manuscritas, que Ã© antecedido pelo capÃ­tulo sobre o comÃ©rcio com a Inglaterra e Ã© seguido do capÃ­tulo sobre os problemas dos transportes de mercadorias. O capÃ­tulo comeÃ§a da seguinte forma: Â«NÃ£o hÃ¡ dÃºvida que a extracÃ§Ã£o do no Vinho cresceu incomparavelmente, mas sujeita a que a poderemos perder todas as vezes a que os Ingleses se conformarem ao pÃ© da Letra com o mesmo Tratado [...]Â»\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e[EN] 18th Century Manuscript â€“ Political testament\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDim.: In folio (23.5x16.5 cm) with [2 blank], [75 ], [2 blank] unnumbered folios.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBinding: Contemporary full marbled calf with raised bands and gilt tools on spine and frames on boards. Red edges. Contemporary decorative endpapers. Damaged spine extremes.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eManuscript from the late 18th century, written by one single hand, in a modern, clear, and clean calligraphy from the New School, i.e. from or after the period of Marquis of Pombal. It contains pencil handwritten notes (20th century) on the endpaper and on the margins of the text.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eThis work is a â€œLetter of Advicesâ€ or â€œInstructionsâ€ for His Majesty King D. JosÃ© 1Âº, while he still was Prince, by D. LuÃ­s da Cunha, Minister in England, France and Holland. The instructions were meant to be followed when he ascended to the throne and is the spirit of the political and diplomatic organisation at the time of Marquis of Pombal, under the idea of an illuminated and absolutist government.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eThe letter was sent to D. JosÃ© when he was still crown prince and it recommends the army, navy and judiciary reformation; the creation of the Court police; the development of the industry; the opening of rivers and channels; religious tolerance; suggests that the king should not have a confessor; that he should distrust especially the Jesuits; and recommends SebastiÃ£o JosÃ© de Carvalho e Melo, future Marquis of Pombal, for the State Department of the Kingdom.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eThe author strongly recommends to the future king that he must never have a Prime Minister since â€œthat Minister takes all the credits away from the monarch and assumes them as his own Â».Â \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDom LuÃ­s da Cunha (Lisboa,1662 - Paris,1749), politician and diplomat, he served under Kings D. Pedro II and D. JoÃ£o V, as counsellor, ambassador in Vienna, Hague, and Paris, and has plenipotentiary Minister in the Utrecht Congress. He is considered one of the thinkers of the group Â«EstrangeiradosÂ», Portuguese intellectuals who, in the late 17th century and particularly in the 18th century, strove to introduce the ideas of the Scientific Revolution and the Enlightenment, as well as other foreign ideas to Portugal.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAccording to Joaquim Romero MagalhÃ£es in his book Â«O projecto de D. LuÃ­s da Cunha para o impÃ©rio portuguÃªsÂ» [The project of D. LuÃ­s da Cunha for the Portuguese Empire], these ideas could only be transmitted in manuscripts. The visionary and radical proposals are the conclusion of a long analysis and lengthy reflection â€œcarried out in European cities, far from the shoddiness of the Portuguese Courtâ€. The author, himself, would have not wanted that the proposal was disclosed.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eÂ \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eÂ \u003c\/p\u003e","brand":"Garimpo dos Livros","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":58295833395532,"sku":"1609JC011","price":18000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1066\/5617\/0316\/files\/1609JC011_1.jpg?v=1785851248","url":"https:\/\/garimpodoslivros.com.br\/products\/manuscrito-sa-c-xviii-maxa-mas-discra-tas-testamento-pola-tico","provider":"Garimpo dos Livros","version":"1.0","type":"link"}