{"product_id":"manuscrito-sec-xvii-ca-dice-dos-estatutos-da-universidade-de-a-vora-1580-1622","title":"MANUSCRITO - SEC. XVII  - CÃ“DICE DOS ESTATUTOS DA UNIVERSIDADE DE Ã‰VORA [1580] 1622.","description":"\u003cp\u003eIn fÃ³lio. De 33x24 cm.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCom [3], 99 (de 100) fÃ³lios numerados. [Em falta: 1 fÃ³lio final, originalmente em branco, que possivelmente terÃ¡ tido um tÃ­tulo de posse, desta forma obliterado].\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e[TÃ­tulo do cÃ³dice no verso do Ãºltimo fÃ³lio preliminar inumerado]:\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eSTATVTOS ordenados pelo mui alto \u0026amp; excelente principe, \u0026amp; Serenissimo SÃ±or Dom Anrrique,\u003c\/strong\u003e por mercÃª de D[eu]s \u0026amp; da Santa Igreja de Roma Cardeal do titulo Santos quatro Coroados, Iffante de Portugal legado, \u0026amp; Arcebispo de LxÂª. M[andou] pera a universidade que ordenou, \u0026amp; fundou na Cidade de Ã‰vora. Da invocaÃ§am do spiritu Santo. Com autoridade do Santo padre Paulo 4Âº Â».\u003c\/p\u003e\n\u003cdiv\u003e[Segue-se na primeira pÃ¡gina de texto]:\u003c\/div\u003e\n\u003cdiv\u003eÂ \u003c\/div\u003e\n\u003cdiv\u003eLivro 1Âº dos estatutos. Capytvlo, PRimeiro Do Protector Da Vniversidade.Â \u003c\/div\u003e\n\u003cdiv\u003eO Protector desta Universiade he Elrey meu Snor Dom SebastiaÃµ, o primeiro deste nome, que que por me fazer merce ouve por bem de a ceitar aproteiÃ§aÃµ della, em nome Seu, e dos Reys destes Reynos Seus Sucessores, e assim os reconhecerÃ¡ sempre a dita universidade por protectores.\u003c\/div\u003e\n\u003cp\u003e[No verso do fÃ³lio 92 encontra-se o colofon destes Estatutos, com a autenticaÃ§Ã£o notarial coeva deste manuscrito ou cÃ³dice] :\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eÂ« [...] A fez em Almeirim a 29 de Janeiro de mil quinhentos e oitenta Manuel Antunes a fez escrever e valerÃ¡ como estatuto Manuel Antunes o fez. Rey.Â \u003cem\u003eO qual treslado de Estatutos e ProvisÃµes, EuÂ Baltazar GalvÃ£o de Mendanha TabeliÃ£o pÃºblico de notas delRei nosso senhor nesta cidade de Ã‰vora e seu termo fiz tresladar dos prÃ³prios estatutos originais e provisÃµes que estam no cartÃ³rio universidade assinados assinados pello Cardeal Infante Dom Anrique e confirmados ElRei Dom SebastiÃ£o aos quais estatutos e ProvisÃµes em todo e per todo me reparto [reporto?] e com os proprios estatutos [escrevi ???] este treslado e como se este bem e fielmente e consertei com os officiais abaixo assinado [...] emendados e riscados que vÃ£io com o seu risco Amargem neste treslado de estatutos e os sobescrevi ae asinei de meu Sinale publico que tall he em Evora. Aos doze dias do mes de Dezembro de mil e seiscentos e vinte e dous Annos [Sinal publico do tabeliÃ£o com um B maiusculo manuscrito\u003c\/em\u003e. Â».\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar apresenta um tÃ­tulo de posse manuscrito e assinado (a lÃ¡pis e indelÃ©vel): Â«Comprado em 30-4-1947 ao Padre John Winder, director do English College, da sua Biblioteca da Luz.Â». O Padre John Winder foi presidente do ColÃ©gio InglÃªs em Lisboa, durante a 2Âª Guerra Mundial, tendo a sua referÃªncia acadÃ©mica na Universidade de Durham: Â«[EN] John Michael Winder was born in Walworth on 24 November 1890. He studied at Wonersh from 1904 before transferring to the English College in Lisbon in 1908 to study Philosophy and Theology where he was ordained in 1916. He returned to England, serving in Clapham, Bromley and Greenwich, before returning to Lisbon as a professor from 1919 until 1933. Thereafter he worked as a parish priest in Sheerness and Burgess Hull until his appointment as president of Lisbon College in 1943. He returned to England four years later as parish priest of Catford. He died in February 1956.Â»\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eOs Estatutos da Universidade de Ã‰vora foram baseados nos primeiros Estatutos da Universidade de Coimbra (segundo Serafim Leite, 1963, vide obra em referÃªncia bibliogrÃ¡fica). A importÃ¢ncia destes Estatutos decorre, nomeadamente, do desaparecimento e da inexistÃªncia dos primeiros Estatutos da Universidade de Coimbra, do facto de Coimbra ter sido uma das universidades mais antigas da Europa e ainda do facto de que este treslado de 1622 inclui, pouco depois da sua fundaÃ§Ã£o em 1580, um conjunto de emendas, riscados e provisÃµes que nÃ£o se encontravam nos estatutos iniciais.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eQuanto Ã  existÃªncia de outros exemplares da Ã©poca inicial da universidade referimos:\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA) existÃªncia de um cÃ³dice dos Estatutos em Ã‰vora, nÃ£o na Universidade, mas sim na Biblioteca PÃºblica de Ã‰vora com a cota\/referÃªncia BTE 143 \/ CÃ³dice CXIV que pela visualizaÃ§Ã£o paleogrÃ¡fica parece ser um treslado, sem autenticaÃ§Ã£o notarial, com letra tombada ao estilo de anotaÃ§Ã£o e com um texto idÃªntico aos Estatutos do nosso acervo, datado de Almeirim, 1580, no entanto apresenta colunas riscadas, sendo possivelmente um rascunho para futuras alteraÃ§Ãµes.Â \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eB) Serafim Leite refere outro cÃ³dice em Roma com a seguinte localizaÃ§Ã£o: Â«No Archivium Romanum Societatis Iesu, Fondo Gesuitico, ms. 1408, fasciculo 19, documentos 2 a 5, conservam-se dois exemplares manuscritos dos Estatutos da Universidade de Ã‰vora, do seu periodo inicial (1559), um completo (doc. 2), outro incompleto (doc. 5). O exemplar completo apresenta-se tambÃ©m com a de pergaminho a preto (texto) e a vermelho (rÃºbricas), e com mÃºsica de canto gregoriano, que parece outra folha do mesmo cantoral [palimpsesto] usado para os estatutos de Coimbra.[...] Os dois manuscritos poderiam ter sido copiados [...] mas a semelhanÃ§a da capa irmana a organizaÃ§Ã£o de ambos os cadernos dos Estatutos numa comum origem [...]Â». C) Possivelmente existe um cÃ³dice em Coimbra nÃ£o localizado por nÃ³s.Â \u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eÂ«Quando a Universidade foi fundada em 1559, Ã‰vora, segunda capital do Reino, era palco de uma intensa vida cultural onde marcaram presenÃ§a, alÃ©m dos distintos humanistas seus filhos, figuras como Gil Vicente ou Clenardo. Â«A Universidade traria Ã  cidade a projecÃ§Ã£o universal que naturalmente resultara da aventura da expansÃ£o ultramarina e das vicissitudes das questÃµes religiosas do Ã¢mbito da Reforma e da Contra Reforma. Entregue a sua direcÃ§Ã£o ao cuidado da Companhia de Jesus, aqui se formou durante dois sÃ©culos parte da elite que interessava ao Estado e Ã  Igreja formar para responder aos desafios enfrentados quer na metrÃ³pole quer no vastÃ­ssimo impÃ©rio portuguÃªs. Ao longo de duzentos anos alguns dos seus mestres alcanÃ§aram fama internacional, como SebastiÃ£o do Couto e Luis de Molina, mas tambÃ©m entre milhares de alunos sobressaÃ­ram figuras maiores da cultura portuguesa como Manuel Severim de Faria e LuÃ­s AntÃ³nio Verney. Quando em 1759 o MarquÃªs de Pombal expulsou os jesuÃ­tas, a Universidade de Ã‰vora foi extinta. Contudo, a vocaÃ§Ã£o pedagÃ³gica do estabelecimento manteve-se e os estudos mantiveram-se no espaÃ§o fÃ­sico da Universidade pela mÃ£o, primeiro dos professores rÃ©gios nomeados pelo governo pombalino e depois, a partir de 1776, da Terceira Ordem de S. Francisco que aqui manteve estudos, sob a protecÃ§Ã£o do Arcebispo de Ã‰vora, D. Manuel do CenÃ¡culo. [...]Â»Â  In : ColÃ³quio dos 450 anos da fundaÃ§Ã£o da Universidade de Ã‰vora.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBNP e Torre do Tombo nÃ£o referem nos seus acervos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eInocÃªncio nÃ£o refere.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eVide no nosso acervo a referÃªncia \u003cem\u003e1201CC002 SERAFIM LEITE\u003c\/em\u003e, 1963, [in] Estatutos da Universidade de Coimbra (1559), pag. 15 : Â« Os Estatutos das Universidades sÃ£o fontes primÃ¡rias para a sua histÃ³ria. Sobre os jÃ¡ conhecidos da [universidade] portuguesa nÃ£o faltam valiosos estudos dos escritores que se ocuparam da Universidade, os quais lastimam o desaparecimento dos [de Coimbra] de 1559; e um deles se espraia em conjecturas que os Estatutos agora mostram serem sem fundamento. Escreve TeÃ³filo Braga: Â«Relacionamos a publicaÃ§Ã£o destes Estatutos de 1559 com a redacÃ§Ã£o dos da Universidade de Ã‰vora; cremos ter atingido a verdade, porque estes Estatutos, ordenados pelo cardeal-inquisidor [Infante Dom Henrique], tambÃ©m se prendem ao movimento operado no seio da Companhia de Jesus, quando Laynez em 1559 fez a revisÃ£o das ConstituiÃ§Ãµes, nas quais a quarta regulamenta os Estudos. Onde os JesuÃ­tas tivessem influencia aÃ­ se operaria um trabalho para submeter os Estudos ao regimen da quarta constituiÃ§Ã£o. Pelo exame dos Estatutos daUniversidade de Ã‰vora se poderÃ¡ fazer uma ideia clara do systema dos Estatutos de 1559 da Universidade de Coimbra, que se perderam totalmenteÂ» [..] Â»\u003c\/p\u003e","brand":"Garimpo dos Livros","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":58296017322316,"sku":"1711JC014","price":120000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1066\/5617\/0316\/files\/1711JC014_1.jpg?v=1785852616","url":"https:\/\/garimpodoslivros.com.br\/products\/manuscrito-sec-xvii-ca-dice-dos-estatutos-da-universidade-de-a-vora-1580-1622","provider":"Garimpo dos Livros","version":"1.0","type":"link"}