{"product_id":"missa-em-mi-b-maior-manuscrito-musical-sa-culo-xx-s-d-s-l","title":"MISSA EM MI b MAIOR - MANUSCRITO MUSICAL- SÃ‰CULO XX - s\/D. s\/L.","description":"\u003cp\u003eApÃ³grafo a uma sÃ³ mÃ£o, muito firme e legÃ­vel, sem data (final do sÃ©culo XX), sem nome do escriba, sem local e sem referÃªncias ao manuscrito original.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eIn 18 cadernos pautados (de 29x21 cm) com 1 folha de rosto com Ã­ndice da obra e 341 (aliÃ¡s 342) pÃ¡ginas numeradas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePrecisa de ser encadernado.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTrata-se da transcriÃ§Ã£o manuscrita, com uma caligrafia muito bela e moderna, absolutamente homogÃ©nea e firme ao longo de todo o manuscrito musical.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eJoÃ£o Domingos Bomtempo (1775-1842) Ã© considerado um dos compositores mais importantes na histÃ³ria da mÃºsica em Portugal. Nasceu em 1775, em Lisboa.Tomou o lugar do pai na Orquestra da Real CÃ¢mara em 1795, como oboÃ­sta e organista. Bomtempo preferiu ir para FranÃ§a em vez de estudar a mÃºsica italiana que jÃ¡ era conhecida em Portugal. Bomtempo ficou cÃ©lebre em Paris sobretudo como bom pianista. A sua estadia em Londres foi mais curta do que a de Paris, mas foi ali que publicou maior nÃºmero de obras. Em 1813 foi fundada a Philarmonic Society e Bomtempo nÃ£o era membro, mas foi feito â€œassociateâ€.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNo inÃ­cio de 1816, publicou em Londres os â€œElementos de MÃºsica e MÃ©todo de tocar Piano Forteâ€. Em Londres ficou pouco mais de um ano, durante o qual se ocupou da impressÃ£o e divulgaÃ§Ã£o das suas obras. Saindo de Londres, passou por Paris e chegou a Lisboa a meados de 1816. Esta estadia em Lisboa nÃ£o foi mais proveitosa para Bomtempo, porque com o luto pela morte da Rainha, estavam cancelados todos os espectÃ¡culos.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNÃ£o era fÃ¡cil a sua vida. Em 1817, o Jornal de Belas Artes ou Mnemosine Lusitana no seu n.Âº XXII, pÃ¡g. 343, publicou um artigo em louvor da sua obra, elencando as mÃºsicas por ele publicadas e o preÃ§o, anunciando que se vendiam em casa do autor na Rua Larga de S. Roque, n.Âº 55.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm meados de 1818, foi de novo para Paris, onde encontrou um ambiente de desolaÃ§Ã£o. Por esta altura, comeÃ§ou e adiantou a composiÃ§Ã£o da Missa de Requiem Ã  memÃ³ria de CamÃµes, considerada a obra prima de Bomtempo. Ã‰ uma partitura volumosa, de 205 pÃ¡ginas e Ã© o opus 23. Foram vendidos exemplares em Londres, em Lisboa, em Paris e no Rio de Janeiro. Entretanto, Bomtempo quando soube do eclodir da RevoluÃ§Ã£o, em 24 de Agosto de 1820, apressou-se a regressar a Portugal. Em 20 de Outubro de 1821, foi celebrada uma Missa de Requiem composta tambÃ©m por Bomtempo, sob encomenda dos liberais, para celebrar a memÃ³ria de Gomes Freire de Andrade e dos supliciados de 1917. Foi-lhe tambÃ©m pedida outra Missa de Requiem para as exÃ©quias de D. Maria I, aquando da trasladaÃ§Ã£o dos seus restos mortais do Brasil para Lisboa, cerimÃ³nia efectuada em 20 de MarÃ§o de 1822.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNote-se tambÃ©m que o MarquÃªs de Fronteira, nas suas MemÃ³rias se refere a ele como â€œÃ­ntimo amigoâ€ (2.Âº vol. pÃ¡g. 228). Rodeado destes apoios, todos pertencentes Ã  causa liberal, Bomtempo estava em condiÃ§Ãµes de realizar o seu sonho de fundar una Sociedade FilarmÃ³nica Ã  imitaÃ§Ã£o da de Londres e foi o que fez. Outra iniciativa de Bomtempo foi propor ao Governo e Ã s Cortes a reforma do ensino de mÃºsica, que atÃ© entÃ£o estava confinado ao SeminÃ¡rio Patriarcal. Entretanto, os concertos da Sociedade FilarmÃ³nica prosseguiam com regularidade.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEm 16 de Julho de 1823 Ocorre a Vilafrancada, e foram proibidas reuniÃµes e ajuntamentos e tambÃ©m os encontros musicais em casa de Bomtempo. Dava-se assim inÃ­cio Ã  terrÃ­vel guerra civil entre os liberaisÂ  e os miguelistas. Desanimado, Bomtempo pensou em exilar-se. PorÃ©m, alguns dos seus amigos incitaram-no a ficar e conseguiram que D. JoÃ£o VI desse autorizaÃ§Ã£o para o prosseguimento dos concertos por despacho de 13 de Janeiro de 1824. O Duque de Cadaval cedeu algumas salas do seu PalÃ¡cio e assim se iniciou a segunda Ã©poca do Estabelecimento SinfÃ³nico dirigido por Bomtempo.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEntretanto Bomtempo recebeu notÃ­cias de que seria provavelmente preso e refugiou-se no Consulado da RÃºssia, sob a protecÃ§Ã£o do respectivo CÃ´nsul, seu amigo, Carlos Ivanov Radzevich. Ali ficou cinco anos, enquanto durou o regime miguelista, e o PaÃ­s de autodestruÃ­a na guerra civil. D. Pedro IV desembarcou em Lisboa em 28 de Julho de 1833, e nomeou logo Bomtempo professor de mÃºsica de D. Maria II, entÃ£o com 14 anos, e deu-lhe a Comenda da Ordem de Cristo. No primeiro aniversÃ¡rio da morte de D. Pedro IV compÃ´s um Libera Me, para ser executado nas solenes exÃ©quias. Com data de 5 de Maio de 1835, um Decreto Real satisfazia um anseio de hÃ¡ muito de Bomtempo: era criado o ConservatÃ³rio de MÃºsica, integrado na Casa Pia, sendo ele nomeado Director-Geral na parte instrutiva. A convivÃªncia de Bomtempo e Almeida Garrett no ConservatÃ³rio nÃ£o era fÃ¡cil e o primeiro suportava mal ter de estar subordinado ao segundo. Ambos tinham consciÃªncia do seu muito valor como artistas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eCorria-lhe bem a vida quando faleceu de repente em 18 de Agosto de 1842, com 66 anos. A mÃºsica sinfÃ³nica de Bomtempo era demasiado adiantada para o Portugal do inÃ­cio do sÃ©culo XIX. E de facto, depois que ele regressou a Portugal em 1820, apenas compÃ´s mÃºsica religiosa. A mÃºsica que tinha composto e publicado no estrangeiro tambÃ©m nÃ£o influenciou a composiÃ§Ã£o musical portuguesa por muitos decÃ©nios. As duas sinfonias conhecidas e publicadas (diz-se que escreveu mais quatro, que se extraviaram) sÃ£o obras que se ouvem com muito agrado. Segundo o maestro Ãlvaro Cassuto que dirigiu a gravaÃ§Ã£o de ambas, a primeira mostra influÃªncias de Haydn e Mozart. JÃ¡ na segunda, que considera de maior alcance e dimensÃ£o, encontra ressonÃ¢ncias da HerÃ³ica de Beethoven.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e[EN] Apograph written by just one hand, very steady and readable, no date (end of the 20th century), no name of the scribe, no place and no references to the antigraph (original manuscript).\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eIn 18 ruled notebooks (29x21 cm) with a title page that includes the index of the work in 341 (i.e. 342) numbered pages.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNeeds to be bound.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eHandwritten transcript with a very beautiful and modern calligraphy, absolutely homogeneous and steady throughout the whole musical work.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eJoÃ£o Domingos Bomtempo (1775-1842) is considered to be one of the most important composers of the Portuguese music History. Born in 1775 in Lisbon, in 1795 he takes the place of his father at the Royal Chamber orchestra as oboe player and organist. Bomtempo preferred to go to France instead of studying Italian music that was already known in Portugal. He became famous in Paris as a great pianist. He then went to London and, although he was less time there that in Paris, it was in London that he published more works. In 1813 the Philharmonic Society was founded and Bomtempo, in spite of not being a member, was granted the title of â€œassociateâ€. At the beginning of 1816 he published in London the â€œElements of Music and Method of playing pianoâ€ [\u003cem\u003eElementos de MÃºsica e MÃ©todo de tocar Piano Forte\u003c\/em\u003e]. He left on the same year to Lisbon.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eWhen he arrived all the shows were cancelled due to the mourning for the Queenâ€™s death and he went through difficult times. He went back to Paris in 1818 and started to work on what is considered to be his master piece: the Requiem Mass in memory of CamÃµes, a large music score with 205 pages. Copies were sold in London, Lisbon, Paris and Rio de Janeiro.â€™\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eIn 1820, when he heard about the Liberal Revolution in Portugal e returned to the country and he wrote several works ordered by the Liberals. With this support he also proposed the reformation of the teaching of music to the Court that, until then, was in the hands of the Patriarchal Seminar.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eIn 1823 starts the Civil War and after a first stage where Bomtempo was allowed to continue doing his concerts, he finds out he is about to be imprisoned and took shelter at the Russian Consulate, where he stayed for five years.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eThe War finally ended and on the 28th of July 1833 King D. Pedro IV arrives to Lisbon and immediately invites Bomtempo to teach music to D. Maria II and award him the commendation of the order of Christ. In 1835 the Music Conservatory was founded and he is nominated General Director. He finally dies in 1842.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eThe symphonic music of Bomtempo was way ahead for the 19th century Portugal. In fact after returning to Portugal in 1820 he just composed religious music. All the music he composed and published abroad had no influence in the Portuguese musical composition. The two known and published symphonies (it is said that he wrote four more but they are lost) are very pleasant works. According to maestro Maestro Ãlvaro Cassuto, who directed the recording of both, the first shows influences from Haydn and Mozart, and in the second â€“ which he considers broader and of wider reach â€“ he finds soundings of the Eroica symphony by Beethoven.\u003c\/p\u003e","brand":"Garimpo dos Livros","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":58295983997260,"sku":"1705JC007","price":1800.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1066\/5617\/0316\/files\/1705JC007_1.jpg?v=1785852246","url":"https:\/\/garimpodoslivros.com.br\/products\/missa-em-mi-b-maior-manuscrito-musical-sa-culo-xx-s-d-s-l","provider":"Garimpo dos Livros","version":"1.0","type":"link"}