{"product_id":"noticia-do-lastimoso-estrago-que-na-madrugada-do-dia-16-de-settembro-deste-presente-anno-de-1732-padeceo-a-villa-de-campo-maior","title":"NOTICIA DO LASTIMOSO ESTRAGO, QUE NA madrugada do dia 16. de Settembro deste presente anno de 1732, padeceo a Villa de CAMPO-MAIOR","description":"\u003cp\u003eCausado pelo incendio, com hum raio, cahindo no armazem da polvora, arruinou as torres do Castello, e com ellas as casas da Villa, escritta por Antonio Dias da Sylva e Figueiredo, Natural da mesma villa. Lisboa Oriental. Na Officina Augustiniana. Anno M. DCC. XXXII.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDe 20x14 cm. Brochado. S\/encadernaÃ§Ã£o.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA \"Noticia do Lastimoso Estrago\" refere-se a uma das maiores catÃ¡strofes militares e civis da histÃ³ria de Portugal: a explosÃ£o do paiol de pÃ³lvora do castelo de Campo Maior ocorrida na madrugada de 16 de setembro de 1732, consequÃªncia de uma violenta tempestade atingiu a vila e onde um raio caiu sobre a torre de menagem, que servia de armazÃ©m de pÃ³lvora.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA explosÃ£o foi tÃ£o potente que destruiu quase toda a fortificaÃ§Ã£o e cerca de 800 casas na vila. Estima-se que morreram entre 1.000 a 1.500 pessoas, uma parte significativa da populaÃ§Ã£o da Ã©poca.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eFolheto de cordel que circulou na Ã©poca para informar o reino sobre a tragÃ©dia. Estes documentos eram cruciais porque descreviam o cenÃ¡rio de \"apocalipse\" e horror, relatavam milagres ou sobrevivÃªncias inexplicÃ¡veis e serviam para pedir apoio e solidariedade para a reconstruÃ§Ã£o da praÃ§a-forte.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO Rei D. JoÃ£o IV ordenou a reconstruÃ§Ã£o imediata da vila, dada a sua importÃ¢ncia estratÃ©gica na fronteira com Espanha. AtÃ© hoje, o evento Ã© lembrado em Campo Maior como um marco que definiu a atual planta da vila e das suas fortificaÃ§Ãµes e ainda Ã© possÃ­vel ver as marcas dessa reconstruÃ§Ã£o nas muralhas e na disposiÃ§Ã£o das ruas principais.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eNo interior da Capela dos Ossos de Campo Maior, estÃ£o expostas as ossadas das vÃ­timas da tragÃ©dia que dizimou dois terÃ§os da populaÃ§Ã£o da vila.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAntÃ³nio Dias da Silva e Figueiredo (tambÃ©m grafado como Sylva) foi um religioso da Ordem de Santo Agostinho e o cronista que registou em primeira mÃ£o a catÃ¡strofe de Campo Maior em 1732. Eremita de Santo Agostinho e natural de Campo Maior, estava a visitar a famÃ­lia na vila quando o raio atingiu o paiol na madrugada de 16 de setembro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEscreveu e publicou em Lisboa o folheto \"Noticia do lastimoso estrago...\", que se tornou a principal fonte histÃ³rica sobre o evento. Sem o seu relato, muitos dos detalhes sobre o nÃºmero de vÃ­timas e a extensÃ£o exata do incÃªndio ter-se-iam perdido.Â  Foi um pregador conceituado e faleceu no Convento da GraÃ§a, em Lisboa, a 19 de novembro de 1774.\u003c\/p\u003e","brand":"Garimpo dos Livros","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":58295833788748,"sku":"1610NM004","price":3000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1066\/5617\/0316\/files\/1610NM004_1.jpg?v=1785851254","url":"https:\/\/garimpodoslivros.com.br\/products\/noticia-do-lastimoso-estrago-que-na-madrugada-do-dia-16-de-settembro-deste-presente-anno-de-1732-padeceo-a-villa-de-campo-maior","provider":"Garimpo dos Livros","version":"1.0","type":"link"}