NOVA ESCOLA PARA APRENDER A LER, ESCREVER, E CONTAR. [FAC-SIMILE].
OFFERECIDA A’ AUGUSTA MAGESTADE DO SENHOR DOM JOAÕ V. REI DE PORTUGAL PRIMEIRA PARTE. POR MANOEL DE ANDRADE DE FIGUEIREDO, Mestre desta Arte nas Cidades de Lisboa. Occidental, e Oriental. LISBOA OCCIDENTAL, Na Officina de BERNARDO DA COSTA DE CARVALHO, Impressor do Serenissimo Senhor Infante. S/d. (1722). Livraria Sam Carlos. Lisboa. 1973.
De 31,5x23,5 cm. Com xvi, 156 págs. Encadernação editorial, com ferros a ouro na lombada, acondicionada caixa cartonada, ligeiramente cansado.
Ilustrado com duas gravuras de B. Picart: a famosa gravura de Lisboa antes do terramoto de 1755 encimada pelo brasão real, e a segunda com o retrato do autor aos 48 anos datado de 1721. Seguem-se 45 estampas decorativas com alfabetos, penas e desenhos caligráficos da autoria de Andrade datadas de 1718.
Obra máxima e monumental da caligrafia portuguesa moderna com a qual Andrade (1673-1735) criou um tipo de letra a que chamaram português. A sua publicação reformou uma arte que não tinha evoluÃdo desde que saiu à luz a obra "Exemplares de Diversas Sortes de Letras" de Manuel Barata, ainda no inÃcio do perÃodo filipino. Manteve-se actual até ao inÃcio do reinado de D. José. Nessa época introduziu-se em Portugal a letra inglesa e francesa. Já no século XIX, Ventura da Silva publica a obra Regras Metódicas e regulariza a letra portuguesa seguindo o método de Andrade.
Segundo Inocêncio (V, 354): “Famoso professor de calligraphia em Lisboa, e natural da capitania do EspÃrito-Santo no estado, hoje império, do Brasil. Diz Ventura da Silva «deu á Luz Andrade a sua Arte de Escripta, que enriqueseu d’elegantes abecedários, ornados de engraçadas laçarias.» Antonio Jacinto Araujo, dizendo a respeito de Andrade: «Tirou de Morante algumas idéas engraçadas, as quaes todavia aperfeiçoou. Os seus abecedarios são ornados de elegantes labyrintos, e o bastardo e cursivo é maravilhoso».â€