{"product_id":"ordenaa-a-es-e-leys-do-reyno-de-portvgal-1","title":"ORDENAÃ‡Ã•ES, E LEYS DO REYNO DE PORTVGAL.","description":"\u003cp\u003eCONFIRMADAS, E ESTABELECIDAS PELO MVITO ALTO, E MVITO PODEROSO REY DOM JOAM o IV. E decimo octauo dos Reys de Portugal. [Vinheta de grandes dimensÃµes com as armas de Portugal aberta por Manuel de Oliveira]. Com licenÃ§as dos superiores, Impressas em Lisboa no Real Mosteiro de S. Vicente da Ordem dos ConÃ©gos Regulares. Anno 1636. E a confirmaÃ§Ã£o no de 1643.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eIn fÃ³lio de 36,5x 24 cm. Com [vi], 298, 100, [iii], 168, [iv], 122, [iv], [i em br.], 179, [v], [xii] pÃ¡gs.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEncadernaÃ§Ã£o da Ã©poca inteira de pele com nervos ferros a ouro na lombada.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eRosto enquadrado em esquadria constituÃ­da de 4 filetes, com grande escudo de armas reais de Portugal com elmo, grifo e paquife.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eTexto disposto em duas colunas. Organiza-se em cinco partes, cada uma com paginaÃ§Ã£o prÃ³pria.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExemplar com encadernaÃ§Ã£o cansada, ligeiramente aparado e vestÃ­gios de manchas de humidade. Apresenta ex-libris do sÃ©culo XX e algumas anotaÃ§Ãµes a tinta com notas coevas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eResumo\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eSurgem em 1603 as OrdenaÃ§Ãµes Filipinas â€” sistema ou compilaÃ§Ã£o das leis vigentes em Portugal, instituÃ­das no reinado de Filipe II da Espanha, publicadas por Filipe III, e estabelecidas, apÃ³s a restauraÃ§Ã£o, pelo Rei D. JoÃ£o IV de Portugal.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eEstas OrdenaÃ§Ãµes do Reino de Portugal, embora tenham visto vÃ¡rias alteraÃ§Ãµes ao longo dos anos, constituÃ­ram o corpo legislativo mais duradouro do direito portuguÃªs: em Portugal encontraram-se em vigÃªncia atÃ© 1867 e no Brasil atÃ© 1916, quando comeÃ§aram a vigorar os respetivos CÃ³digos Civis.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eFonte muito importante para estudos sobre a histÃ³ria do direito e da sociedade portuguesa nos sÃ©culos XVII e XVIII.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eEdiÃ§Ã£o e \u003cstrong\u003edescriÃ§Ã£o do conteÃºdo\u003c\/strong\u003e\u003cbr\u003e\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eExistem trÃªs ediÃ§Ãµes das OrdenaÃ§Ãµes e Leis do Reino executadas entre 1603 e 1640, o perÃ­odo em que esteve em prÃ¡tica a UniÃ£o DinÃ¡stica de todos os reinos da PenÃ­nsula HispÃ¢nica. Uma delas, sem data, Ã© posterior a 1606 e a outra de 1636. Esta Ã© a primeira ediÃ§Ã£o publicada sob a regÃªncia de D. JoÃ£o IV e a quarta da obra.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eOs primeiros 2 fÃ³lios apresentam o PrÃ³logo, a lei de confirmaÃ§Ã£o das OrdenaÃ§Ãµes por D. JoÃ£o IV, de 29\/01\/1643 e as licenÃ§as e taxa com texto e datas semelhantes Ã s da impressÃ£o de 1636. As leis da DoaÃ§Ã£o das terras, jurisdiÃ§Ãµes, e direitos da Casa da Rainha que se juntaram nesta ediÃ§Ã£o por ordem de D. JoÃ£o IV vÃªm nas Ãºltimas pÃ¡ginas nÃ£o numeradas, apÃ³s o Ã­ndice do quinto livro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003e\u003cstrong\u003eAcerca da obra\u003cbr\u003e\u003c\/strong\u003e\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA obra trata desde a histÃ³ria da prÃ³pria necessidade das leis que reÃºne, passando pelos bens e privilÃ©gios da Igreja, pelos direitos rÃ©gios, pela jurisdiÃ§Ã£o dos donatÃ¡rios, pelas prerrogativas da nobreza e indo atÃ© Ã  legislaÃ§Ã£o especial para os judeus e mouros, entre outros assuntos. Estruturada em cinco livros, pode resumir-se o conteÃºdo de cada um da seguinte forma:\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eLivro Primeiro: delineia as atribuiÃ§Ãµes, direitos e deveres dos magistrados e oficiais da JustiÃ§a;\u003cbr\u003eLivro Segundo: define as relaÃ§Ãµes entre o Estado e a Igreja, os privilÃ©gios desta Ãºltima e os da nobreza, bem como os direitos fiscais de ambas;\u003cbr\u003eLivro Terceiro: trata das aÃ§Ãµes cÃ­veis e criminais, com detalhes de todo o processo judicial e da respetiva organizaÃ§Ã£o administrativa.\u003cbr\u003eLivro Quarto: trata mais especificamente do que hoje conhecemos como direito civil â€” determina o direito das coisas e das pessoas, estabelecendo as regras para contratos, testamentos, tutelas, formas de distribuiÃ§Ã£o de aforamento de terras, etc.;\u003cbr\u003eLivro Quinto: dedicado ao direito penal, estipula os crimes e respetivas penas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e\u003cstrong\u003eComentÃ¡rio \/ ContextualizaÃ§Ã£o histÃ³rica\u003c\/strong\u003e\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs OrdenaÃ§Ãµes do Reino foram peÃ§as fundamentais do sistema legal portuguÃªs durante toda a monarquia. Compilavam os cÃ³digos legislativos portugueses que regulamentavam todos os aspetos legais da vida dos sÃºbditos e levavam o nome dos reis que as faziam elaborar. Foram elas: as OrdenaÃ§Ãµes Afonsinas (1446), as OrdenaÃ§Ãµes Manuelinas (1521) e as OrdenaÃ§Ãµes Filipinas (1603).\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAs OrdenaÃ§Ãµes Filipinas, elaboradas no perÃ­odo de domÃ­nio espanhol do impÃ©rio luso, tornaram-se no cÃ³digo legal portuguÃªs mais duradouro, em vigÃªncia atÃ© ao final da monarquia no sÃ©culo XIX, ainda que com sucessivas alteraÃ§Ãµes ao longo dos anos. Estas OrdenaÃ§Ãµes foram promulgadas em 1595, porÃ©m, sÃ³ no reinado de Filipe III, atravÃ©s da carta rÃ©gia de 11 de janeiro de 1603, Ã© que entraram em vigÃªncia.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eFilipe II inicia o seu reinado em Portugal em 1580, reino ao qual quer e tem de agradar. Revela certa urgÃªncia de coordenaÃ§Ã£o e modernizaÃ§Ã£o do seu corpo legislativo â€” necessidade evidenciada pela dinÃ¢mica legislativa de entÃ£o. Os trabalhos preparatÃ³rios da compilaÃ§Ã£o filipina foram iniciados, segundo parece, entre 1583 e 1585. Dos principais juristas intervenientes, destacam-se certamente Duarte Nunes de LeÃ£o, Jorge de Cabedo e Afonso Vaz Tenreiro.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eContudo, ao invÃ©s da construÃ§Ã£o de um novo sistema, ensaiou-se, quase e sÃ³, a fusÃ£o das antigas OrdenaÃ§Ãµes Manuelinas com a nova legislaÃ§Ã£o extravagante â€” um possÃ­vel aproveitamento polÃ­tico que permitiu a Filipe II demonstrar pleno respeito pelas instituiÃ§Ãµes portuguesas e empenho em atualizÃ¡-las dentro da tradiÃ§Ã£o jurÃ­dica do PaÃ­s. As novidades vindas do exterior foram poucas e quase nÃ£o se sentiram. A estrutura de cinco livros e a distribuiÃ§Ã£o das matÃ©rias foi mantida, algumas leis foram suprimidas e\/ou modificadas e um estilo mais conciso foi adotado.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eO novo texto fica pronto em 1595 e Ã© de imediato mandado para impressÃ£o, na oficina de Pedro Crasbeeck, tipÃ³grafo em Lisboa. O rei morre trÃªs anos depois, sem ver a obra concluÃ­da, e o novo rei manda-a prosseguir, encontrando-se o corpo da obra impresso no fim do ano de 1602. Em novembro de 1602, o rei dÃ¡ como Â«esmolaÂ» a supervisÃ£o da distribuiÃ§Ã£o da obra e os proventos da sua venda aos cÃ³negos da Ordem Regrante de Santo Agostinho, no Mosteiro de SÃ£o Vicente de Fora, em Lisboa, por um perÃ­odo de vinte anos. O nome do Mosteiro Ã© assinalado no frontispÃ­cio. Antes da sua publicaÃ§Ã£o, Ã©-lhe ainda acrescentada nova legislaÃ§Ã£o no primeiro e no quinto livro, como foi notado acima.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA existÃªncia de algumas normas de inspiraÃ§Ã£o castelhana, designadamente derivadas das Leis de Toro, nÃ£o retira o tÃ­pico carÃ¡cter portuguÃªs das OrdenaÃ§Ãµes Filipinas.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAnos mais tarde, Ã© assinalada a RestauraÃ§Ã£o da IndependÃªncia a 1 de dezembro de 1640, mas esta nÃ£o tira de vigÃªncia as OrdenaÃ§Ãµes Filipinas. JoÃ£o IV, com um pouco de engenho e a impressÃ£o de um pouco mais de uma dÃºzia de folhas que apagavam as marcas mais claras dos Ãºltimos reinados e atualizavam as OrdenaÃ§Ãµes com legislaÃ§Ã£o mais premente, sancionou-a como legislaÃ§Ã£o sua.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e[EN] Binding: contemporary full calf gilt at spines. Illustrated with the royal arms placed in frontispiece of each volume. Profusely annotated with coeval manuscript ink notes in marginalia, in such great detail and with much contextual relevance, presenting comments in all of its pages in Portuguese and Latin; and citing references to the pages of several works, including RepertÃ³rios and AlvarÃ¡s (Royal Repertoires and Permits). Laws of the Kingdom of Portugal: 5 books in 3 volumes. Compilation of laws in force in Portugal and Brazil, established in the reign of Philip II of Spain, published by Felipe III, and established by King John IV of Portugal. The first book contains the regiments of the chancellery and judges. In the second book were added exemptions and privileges granted to the clergy. The third book was part of the new order of civil law and procedure. It had validity in Brazil till the end of 1916 when came into force the Brazilian Civil Code.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eRef.:\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eJUVENAL COSTA. (CÃ©lio) et al. HistÃ³ria do Direito PortuguÃªs no perÃ­odo das OrdenaÃ§Ãµes Reais â€” DOI:10.4025\/5cih.pphuem.2106\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eALVES DIAS. (JoÃ£o JosÃ©) UM OLHAR SOBRE AS ORDENAÃ‡Ã•ES. BIBLIOTECA DAS CORTES: 180 ANOS. CatÃ¡logo da ExposiÃ§Ã£o. CoordenaÃ§Ã£o... Assembleia da RepÃºblica. Lisboa. 2017.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eInocÃªncio VI, 327, 17.\u003c\/p\u003e","brand":"Garimpo dos Livros","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":58295747608908,"sku":"1507JC055","price":24000.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1066\/5617\/0316\/files\/1507JC055_1.jpg?v=1785850467","url":"https:\/\/garimpodoslivros.com.br\/products\/ordenaa-a-es-e-leys-do-reyno-de-portvgal-1","provider":"Garimpo dos Livros","version":"1.0","type":"link"}