SÓ. [04.ª EDIÇÃO]
4.ª Edição. Tipografia de «A Tribuna». Porto. 1921.
De 22x14 cm. Com 163, [iv] págs. Encadernação interira de pele fléxivel, com ferros a ouro na pasta anterior e na lombada. Ilustrado com uma fotografia do autor a preto em branco de 1894.
Exemplar com assinatura de posse na folha de guarda, com anotações marginais a lápis. Apresenta danos à  cabeça e no pé da lombada.
António Nobre (1867-1900), poeta de merecimento, morreu na flor dos anos e deixou apenas um livro de versos intitulado: 'Só'. Nasceu no Porto a 16 de Agosto de 1867. Em 1888 matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e aà formou, com outros rapazes, uma verdadeira falange artÃstica. Dando-se mal com os estudos jurÃdicos, sobretudo com os professores, António Nobre, duas vezes reprovado no 1.º ano de direito, resolveu abandonar Coimbra em 1890. Matriculou-se então na Faculdade de Direito, em Paris, nos anos de 1890-1895, na qual se formou.
Os seus sonetos, quase todos com datas, marcam o itinerário das viagens do poeta, que visitou os Açores, Madeira, e algumas cidades de Espanha, França, Inglaterra, Bélgica, Holanda, SuÃça e Alemanha. Veio a falecer tÃsico, em Carreiros, na Foz do Douro em 18 de Março de 1900. Quando esteve na Quinta do Seixo, em Vila Meã, pretendeu reunir os seus primeiros versos, para o que mandara tirar na Biblioteca Municipal do Porto cópias das suas composições poéticas dispersas por jornais e revistas.
Inocêncio XX, 257 e XXII, 224.