TERRA FRIA.
Romance. Com um Posfácio especial para esta edição. Ilustrações de Bernardo Marques. Vinhetas de Infante do Carmo. Guimarães Editores. Lisboa. 1966.
De 27x20 cm. Com 258, [vi] págs. Brochado, com sobrecapa de protecção em plástico transparente. Ilustrado no texto com vinhetas a cores de Infante do Carmo, e em extratexto com desenhos a cores de Bernardo Marques.
Exemplar com uma extensa dedicatória do autor a Mário Neves, na terceira folha, e perda de parte da sobrecapa de proteção à cabeça da lombada.
Edição Comemorativa dos 50 Anos de Vida Literária de Ferreira de Castro, 1916-1966. Livro com as gravuras a off-set das Sanguíneas foram executadas na casa Bertrand (Irmãos), as zincogravuras das vinhetas na fotogravura união e o papel expressamente fabricado na companhia papel do prado.
'Terra Fria' é um dos romances mais célebres de Ferreira de Castro, publicado em 1934. A obra retrata a vida 'quase medieval' e de extrema dureza das populações do nordeste transmontano no início dos anos 30. A narrativa explora o isolamento, a pobreza profunda, a injustiça social e a emigração como única saída para a opressão da época.
A obra foi tão impactante que recebeu o Prémio Ricardo Malheiros da Academia das Ciências de Lisboa na altura da sua publicação.
José Maria Ferreira de Castro (1898–1974) é uma das figuras mais gigantescas da literatura portuguesa do século XX, servindo de ponte entre o Regionalismo e o Neorrealismo. Embora precursor do Neorrealismo, a sua escrita é mais lírica e emocional do que a dos autores que vieram depois. Foi um viajante incansável, registando as suas impressões em livros como A Volta ao Mundo e As Maravilhas Artísticas do Mundo.
Foi um dos escritores portugueses que esteve mais próximo de vencer o Prémio Nobel da Literatura, tendo recebido inúmeras nomeações ao longo das décadas de 50 e 60.