{"product_id":"zargueida-descobrimento-da-ilha-da-madeira","title":"ZARGUEIDA, DESCOBRIMENTO DA ILHA DA MADEIRA,","description":"\u003cp\u003ePOEMA HEROICO, DEDICADO AO ILLUSTRISSIMO, E EXCELENTISSIMO SENHOR CONDE DE VILLA VERDE, GrÃ£o Cruz da Ordem de S. Tiago, Cavalleiro da Ordem do TozÃ£o de Ouro, do Conselho de Estado do PRINCIPE REGENTE N. S. Ministro assistente do Despacho do Gabinete de S. A. R., seu Gentil Homem de Camara, Presidente da Real Junta do Commercio, \u0026amp;c., \u0026amp;c., \u0026amp;c. POR SEU AUTHOR FRANCISCO DE PAULA MEDINA E VASCONCELLOS. LISBOA. M. DCCCVI. [1806] NA OF. DE SIMÃƒO THADDEO FERREIRA.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eIn 12Âº (de 15x10 cm) comÂ  xii, [iv], 254 [ii] pÃ¡gs. A impressÃ£o inicia e acaba com 1 fÃ³lio em branco que nÃ£o constam neste exemplar. EncadernaÃ§Ã£o da Ã©poca, inteira de pele, com ferros a ouro e rÃ³tulo vermelho na lombada.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003ePrimeira e Ãºnica ediÃ§Ã£o deste famoso texto poÃ©tico [considerado a mais importante obra literÃ¡ria madeirense] dodecassilÃ¡bico em oitava rima, antecedido por dois sonetos que enquadram o poema no ambiente literÃ¡rio da Ã©poca: o autor pede a Bocage a apreciaÃ§Ã£o da obra e a correcÃ§Ã£o dos seus erros, obtendo como resposta um soneto de Bocage louvando a suas qualidades e comparando-o a CamÃµes e a Homero. A sua publicaÃ§Ã£o foi publicitada na Ã©poca por um dos mais antigos cartazes publicitÃ¡rios que se conserva na BNP.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eInocÃªncio III, 25: â€œFrancisco de Paula Madina e Vasconcellos, natural da ilha da Madeira, e nascido ao que parece entre os annos de 1766 e 1770. Aos vinte de edade veiu para Portugal, com o intento de seguir nÃ£o sei qual das faculdades em Coimbra: matriculou-se com effeito na Universidade, porÃ©m ao fim de dous annos foi preso, por accusaÃ§Ãµes que lhe fizeram de crimes (diz elle) nem pensados!\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eDepois de anno e meio o soltaram, impondo lhe a comminaÃ§Ã£o de saÃ­r de Coimbra, e nÃ£o mais voltar Ã¡ Universidade. Regressou entÃ£o para a sua patria, onde jÃ¡ estava em 1793; porÃ©m passados annos veiu novamente a Portugal, d\"onde voltou outra vez, fazendo ainda depois novas viagens. Tinha sido provido em um officio de TabelliÃ£o publico de notas na cidade do Funchal, e ahi vivia casado, e com filhos, quando em 1823 foi preso e processado pela alÃ§ada enviada Ã¡ ilha da Madeira, para conhecer das pessoas, que se haviam distinguido como partidarias do governo constitucional.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eAlguns soffreram diversas penas, e a Medina coube a de degredo para Cabo-Verde por oito annos (segundo me recordo de ter lido na sentenÃ§a impressa). Partiu para o seu destino, mas chegando Ã¡ ilha de S. Tiago, n\"ella faleceu pouco depois em 1824.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eA sr.Âª D. Antonia Pussich, que ali residia entÃ£o com o seu pae, Governador e CapitÃ£o general d\"aquellas ilhas, dedicou Ã¡ memoria do infeliz desterrado o seguinte epitaphio, do qual provavelmente se nÃ£o fez uso, mas que eu vi em um caderno de poesias autographas d\"esta senhora, que um meu amigo possue: Â«Medina, cuja voz alta e sonora \/ D\"herÃ³es cantou os feitos sublimados, \/ Cumprindo as leis dos carrancudos fados \/ N\"esta campa infeliz se esconde agora.Â» Este poeta gosou em vida de bastante celebridade; hoje estÃ¡ o seu nome quasi de todo esquecido, talvez com pouca razÃ£o; porque nas muitas composiÃ§Ãµes que nos deixou impressas ha ainda que aproveitar, na opiniÃ£o de bons entendedores.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eComo poeta lyrico pertenceu Ã¡ eschola franceza; os seus versos sÃ£o em geral sonoros e bem fabricados, e de certo lhe nÃ£o faltava naturalidade. Pretendeu embocar a tuba epica; mas vÃª-se que esta empresa era muito superior ao seu talento, e por isso nos dous ensaios que n\"aquelle genero compoz, nÃ£o conseguiu elevar-se jÃ¡mais alÃ©m da mediocridade. Ha comtudo, em um e outro, episodios que nÃ£o deslustram a sua musa, e que se podem ler com gosto.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eUma cousa tenho por vezes notado, e Ã© que em todas poesias d\"este funchalense se nÃ£o faÃ§a a menor allusÃ£o ao seu patricio e contemporaneo Nobrega; e que nos d\"este egualmente se nÃ£o encontre uma sÃ³ palavra relativa a Medina. Este mutuo silencio prova, a meu vÃªr, que entre os dous existia tal qual rivalidade, ou antiphatia pessoal, cuja explicaÃ§Ã£o seria curiosa; porÃ©m nÃ£o estou habilitado a dal-a por agoraâ€.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003e[EN] In 12Âº (15x10 cm), with xii, [iv], 254 [ii] pp. The print starts and ends with a blank folio non-existent in this copy.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eBinding: Contemporary full calf with gilt tools and red label with gilt title on spine.\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eFirst and only edition of this famous poem, which is preceded by two sonnets that frame the poem within its contemporary literary period: the author asks Bocage to review his work and correct his mistakes, and receives in return a sonnet from Bocage praising his qualities and comparing him to CamÃµes and Homer. The publication of the book was publicised at the time in one of the oldest advertisement posters at the Portuguese National Library (BNP).\u003c\/p\u003e\n\u003cp\u003eÂ \u003c\/p\u003e","brand":"Garimpo dos Livros","offers":[{"title":"Default Title","offer_id":58294674129228,"sku":"1102JC119","price":4800.0,"currency_code":"BRL","in_stock":true}],"thumbnail_url":"\/\/cdn.shopify.com\/s\/files\/1\/1066\/5617\/0316\/files\/1102JC119_1.jpg?v=1785844984","url":"https:\/\/garimpodoslivros.com.br\/products\/zargueida-descobrimento-da-ilha-da-madeira","provider":"Garimpo dos Livros","version":"1.0","type":"link"}