A PROVÍNCIA. [5 VOLS., TIRAGEM ESPECIAL]
I [ao IV]. Obras Completas de... Guimarães Editores. Lisboa. 1958 e 1959.
5 Volumes de 21,5x16 cm. Com [v], 497, [i]; 417, [i]; 521, [i]; 333, [i]; 267, [ii] págs. Encadernações inteiras de pele, com nervos e ferros a ouro nas lombadas e nas pastas formando esquadrias. Cortes das folhas pintados azul às cabeças, folhas de guarda decorativas, fitas em tira de cetim e preservam as lombadas e capas de brochura. Capas de brochura com desenho a preto e branco do escultor António Duarte.
Exemplar N.º 3 de uma tiragem especial de 500 em papel avergoado, rublicados pelos editores.
Artigos de o jornal «A Província», publicados de 1885 a 1887.
Joaquim Pedro de Oliveira Martins (Lisboa, 30.04.1845-Lisboa, 24.08.1894) é hoje reconhecido como um dos fundadores da moderna historiografia portuguesa e uma das vozes de maior relevância do pensamento político e social do século XIX. Foi historiador, político e cientista social, cujas obras marcaram sucessivas gerações de leitores e investigadores, influenciando escritores do século XX, como António Sérgio ou Eduardo Lourenço. Abandonou os estudos por dificuldades económicas da família, tendo trabalhado no comércio e mais tarde como diretor de vários projetos empresariais e industriais.
Foi deputado em 1883, eleito por Viana do Castelo, e em 1889 pelo círculo do Porto. Em 1892 foi convidado para a pasta da Fazenda, no ministério que se organizou sob a presidência de Dias Ferreira, e em 1893 foi nomeado vice-presidente da Junta do Crédito Público. Elemento animador da Geração de 70, revelou uma notável adaptação às múltiplas correntes de ideias do seu século, tendo colaborado nas principais publicações literárias e científicas de Portugal.
A sua vasta obra começou com o romance Febo Moniz, publicado em 1867, e estende-se até 1894, ano em que morreu. Na área das ciências sociais escreveu, por exemplo, Elementos de Antropologia, de 1880, Regime das Riquezas, de 1883, e Tábua de Cronologia, de 1884. Das obras históricas há a destacar História da Civilização Ibérica e História de Portugal, em 1879, O Brasil e as Colónias Portuguesas, de 1880, Os Filhos de D. João I, de 1891, e Portugal Contemporâneo, de 1881. É também necessário destacar a sua História da República Romana. A sua obra suscitou sempre controvérsia e influenciou a vida política portuguesa, mas também historiadores, críticos e literatos do seu tempo e do século XX.