A ROSA DE PAPEL. MYSTERIO N' UM CANTICO.

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R$ 1.200,00
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Poema Dramatico em Prosa e Verso. Original de ... Edição da Renascença Portuguesa. MCMXVII. [1917].

De 24,5x17,5 cm. Com 64 págs. Brochado.

Exemplar por abrir. Impressão ornamentada com vinhetas a preto e vermelho.

Poema dramático oferecido pelo autor a Ruy Coelho para ser musicado.

Segundo Madelan Dines o autor foi poeta e director da revista Exílio (número único, Lisboa, 1916), colaborou em várias publicações: Azulejos (1907), A Águia, Alma Nova (1914), A Revista (1921), Contemporânea (1923), ABC (1926).

Mais discreto que o irmão mais novo (Guilherme, o Santa-Rita Pintor), os seus primeiros livros – Praias de Mistério: poemas (1916) e A Rosa de Papel: mistério num cântico, poema dramático em prosa e verso (1917) – revelam a influência das correntes decadentistas e simbolista.

A ligação de Augusto de Santa-Rita com o grupo modernista manifesta-se fundamentalmente através de 'Exílio', que pretendeu ser «o arauto de um projecto nacionalista», representando uma parte do «diálogo frustrado entre o Modernismo e o Integralismo» (Teresa Almeida, «Nacionalismo e Modernismo – O Projecto Exílio», in Exílio, edição facsimilada, Lisboa: Contexto, 1982).

Esta revista, «mais ou menos paúlica», nas palavras de Mário de Sá-Carneiro (em carta a Fernando Pessoa de 13 de Janeiro de 1916), caracterizada pelo ecletismo das várias colaborações, tem o seu traço unificador na preocupação nacionalista. Num texto metafórico e de linguagem esotérica, o director da revista apresenta-a como a «linda praia em desterro para onde voluntariamente se expatriarão todos os que, independentemente da cor política, confiam ainda no ressurgimento de Portugal pelos novos.»

 

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