APONTAMENTOS PARA A HISTÓRIA DA REVOLUÇÃO DO MINHO EM 1846 OU DA MARIA DA FONTE. [ED. 1981 - ANTÃGONA]
Escriptos pelo Padre Casimiro finda a Guerra, em 1847. Edições AntÃgona. Lisboa. 1981.
De 21,5x12,5 cm. Com 182, [vi] págs. Brochado.
Importante relato das atividades guerreiras de Casimiro à frente de um grupo de camponeses, no contexto da Revolução da Maria da Fonte. Foi violentamente atacado por Camilo Castelo Branco na obra «Maria da Fonte».
A Revolução da Maria da Fonte, também conhecida como Revolta do Minho, foi uma sublevação popular em 1846 contra o governo de Costa Cabral, impulsionada por descontentamento com recrutamento militar, impostos e a proibição de enterros em igrejas. Os motins iniciaram-se na Póvoa de Lanhoso, liderados por mulheres, e propagaram-se pelo norte, com destaque para a figura de Maria Angelina, a possÃvel «Maria da Fonte». A revolta evoluiu para um movimento polÃtico com guerrilhas lideradas por elites locais e padres, o mais célebre dos quais o padre Casimiro José Vieira, focando-se em reformas administrativas e fiscais, e culminando na queda do governo de Costa Cabral. A instabilidade persistiu, levando à guerra civil da Patuleia, que terminou com a Convenção de Gramido e intervenção militar estrangeira.
P. Casimiro José Vieira (Vieira do Minho, 1817 – Felgueiras, 1895) foi um sacerdote católico, conhecido por ter sido lÃder na Revolução da Maria da Fonte. Partidário da restauração absolutista e autoproclamado “defensor das cinco chagas e general comandante das forças populares do Minho e Trás-os-Montesâ€, liderou guerrilhas, mas foi considerado com pouca capacidade polÃtica. Após a guerra viveu escondido durante algum tempo, acabando por passar o resto da sua vida no Monte de Santa Quitéria em Felgueiras. Publicou um relato da revolta, e foi criticado por Camilo Castelo Branco.
Ref.:
Assembleia da República - A Revolta da Maria da Fonte (1846) [em linha]
António dos Reis Ribeiro - O Padre Casimiro e Camilo. Editorial Enciclopédia. Lisboa. 1936.