MANUAL ENCYCLOPEDICO PARA UZO DAS ESCOLAS D' INSTRUCÇÃO PRIMARIA.
Por Emilio Achilles Monteverde. Approvado pelo Conselho Superior d' Instrucção Publica. Sexta Edição, Revista e Augmentada. Lisboa. Imprensa Nacional. 1855.
De 15,7x11 cm. Com 718 págs. Encadernação da época com a lombada em pele e com ferros a ouro.
Ilustrado com vinheta, com as iniciais do autor na página de rosto, com figuras alegóricas e geométricas no texto e com 4 estampas extratexto.
Exemplar com desgaste nas charneiras da lombada e com etiqueta da Livraria Eduatdo A. Martinho colada no interior da encadernação.  Â
Obra clássica da instrução pública portuguesa do séc. XIX onde cada edição teve dezenas de milhares de exemplares. Inclui lista dos autores clássicos da literatura portuguesa, um resumo da mitologia e de suas figuras, e ainda pequena biografia de autores clássicos gregos e romanos.
Muito importante para estudo dos métodos de ensino em Portugal e da história dos manuais escolares em Portugal.
O Conselho Superior de Instrução Pública, foi criado em 7 de Setembro de 1835, por decreto de Rodrigo da Fonseca Magalhães. Entre 1869 e 1884 as suas funções foram exerfcidas pela Junta Consultiva de Instrução Pública, criada por decreto de 14 de Dezembro de 1869, assinado pelo Duque de Loulé, e que foi extinta pela carta de lei de 23 de Maio de 1884, que restabeleceu o Conselho Superior de Instrução Pública. Estes organismos foram os antecessores do Ministério da Educação, criado em 1936, que com pequenas variantes no nome se manteve até aos nossos dias e do Conselho Nacional da Educação.
Emilio Aquiles Monteverde (Lisboa 1803 - 1881) do Conselho de Sua Magestade, Oficial maior e Secretario Geral do Ministerio dos Negocios Estrangeiros. Foi agraciado com as seguintes distinções: Commendador da Ordem de Christo, e Cavaleiro da Torre e Espada em Portugal, Comendador das de Carlos III e de Isabel a Católica de Espanha, da Legião de Honra de França, e de várias outras na Europa e Brasil. Foi autor de diversas obras de caracter didáctico destinadas ao ensino e que foram publicadas em diversas edições com grande númeero de exemplares cada uma. Â
Inocêncio II, 226 e IX, 169.Â