OS APONTAMENTOS.
Cadernos Seara Nova «Actualidade Nacional». Seara Nova. 1976. [1ª edição]
De 19x12 cm. Com 246 pags. Brochado.
Capa de Henrique Ruivo.
Antologia de artigos jornalÃsticos do autor.
«Editoriais do Diário de NotÃcias e crónicas publicadas no Diário de Lisboa, onde Saramago sublinha: «No meio de tantas palavras, não encontro senão duas que gostosamente apagaria se não fosse o escrúpulo de proteger o meu próprio respeito. É quando, uma e outra vez, falo de "jornalistas revolucionários". Como se não bastasse a ingenuidade de os imaginar assim, ainda fui cair na presunção de me incluir no grupo. Ilusão minha, ilusão nossa.» Em Apontamentos, podemos seguir o olhar de Saramago, nomeadamente, sobre «os emigrantes, hoje e sempre»; «os franceses de torna-viagem»; «as regras da convivência»; «o eufemismo como polÃtica», ou «a resistência renegada». Ganhou a lÃngua e toda a literatura portuguesa. Uma forma de conhecer com alguma profundidade o lado militante de José Saramago, que aqui surge de forma bastante evidente, ao contrário das suas obras de ficção, onde as convicções polÃticas, embora lá, aparecem de forma bastante mais diluÃda. Para descobrir a fase em que José Saramago alertava para os perigos do fascismo e para as virtudes do socialismo.» - Diário de NotÃcias, 9 de outubro de 1998.
José de Sousa Saramago (1922-2010), jornalista e escritor português, militou no Partido Comunista Português, participou nas lutas polÃticas posteriores ao 25 de Abril e foi autor de uma obra literária repartida pela poesia, crónica, memórias e ficção. É considerado o responsável pelo efetivo reconhecimento internacional da prosa em lÃngua portuguesa. Galardoado com o Nobel de Literatura de 1998. Também ganhou, em 1995, o Prémio Camões, o mais importante prémio literário da lÃngua portuguesa. Conhecido por utilizar um estilo oral, coevo dos contos de tradição oral populares em que a vivacidade da comunicação é mais importante do que a correção ortográfica de uma linguagem escrita. CaracterÃsticas que tornam o estilo de Saramago único na literatura contemporânea, sendo considerado por muitos crÃticos um mestre no tratamento da lÃngua portuguesa.