QUADROS NAVAIS OU COLLECÇÃO DOS FOLHETINS MARITIMOS DO PATRIOTA.

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R$ 1.800,00
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Seguidos de huma epopeia naval portuguesa. Por… Official da Armada. Parte I - Folhetins [Parte II – Epopeia; Parte III - . Segunda impressão. Tomo I [ao Tomo IV]. Imprensa nacional. Lisboa. 1861, 1862, 1863, 1869.

4 Volumes de 21x14 cm. Com xxxv, 444, [iii]; xiii, 557, [iv];xviii, 601, [iii];[x], 421, [iii] págs. Encadernações da época inteiras de pele com ferros a ouro nas lombadas. Cortes das folhas mosqueados e folhas de guarda marmoreadas. Ilustrado no texto com tabelas de dados estatísticos, e em extratexto com o retrato do autor no Vol. III e gravuras a preto e branco entre elas: Porta da Fortaleza de Malta ou Porta do Forte Manoel; Estátua de Manoel de Vilhena em Malta; e Largo da Parada do Forte Manoel; e um mapa desdobrável do Mapa das Tropas reunidas no Campo do Quadro, a cores.

Exemplares com ligeiras manchas de humidade; forte manchas de humidade parcialmente no corte das folhas, folhas preliminares e folhas finais do Vol. III.

Contém nas folhas em numeração romana do primeiro volume: prologo da presente edição; Juízo da obra; nota do editor (António Joaquim da Costa); prologo da primeira edição; uma carta de Celestino (Joaquim) ao ilustre emigrado José Estevam Coelho de Magalhães; poesia maritima (Revista Universal Lisbonense, N.º 40); Folhetim de agradecimento á Revista Universal Lisbonense. O Marinheiro (poema traduzido do francês dedicado ao autor e publicado no Patriota, N.º 545); resposta do autor a dedicatória publicada no Patriota, N.º 545; e agradecimentos.

Prestigiada e histórica obra literária e historiográfica portuguesa escrita pelo Contra-Almirante Joaquim Pedro Celestino Soares, considerada uma referência essencial para o estudo da história naval portuguesa, da literatura de viagem do século XIX e da evolução da própria Marinha de Guerra. O conteúdo da obra está estruturalmente dividido em duas grandes temáticas complementares: os Folhetins Marítimos (crónicas e memórias) e a Epopeia Naval Portuguesa (registo histórico e técnico), tendo ainda aditamentos Os Folhetins Marítimos: Esta secção compila os textos literários e jornalísticos que o autor escreveu originalmente para o jornal lisboeta O Patriota. O conteúdo foca-se na vivência e observação direta: Crónicas de Viagem e Exploração: Relatos detalhados sobre as viagens do autor pelo Oceano Atlântico, Mediterrâneo e possessões coloniais. Inclui descrições geográficas, culturais e sociais de portos estratégicos da época (como Malta). Quotidiano e Divisão Social de Bordo: Descrições realistas e duras sobre a rotina das tripulações, a complexidade das manobras e a forte estratificação social existente no interior dos conveses dos navios do século XIX. Polémicas Jornalísticas e Crítica Política: Textos de opinião acesos onde Celestino Soares debatia a gestão da Armada. Sendo um homem associado à ala esquerda do liberalismo, o autor analisa criticamente os incidentes navais e as disputas políticas decorrentes das Guerras Liberais e da Patuleia. A Epopeia Naval Portuguesa: Esta secção assume um tom marcadamente historiográfico, técnico e patriótico, funcionando como um compêndio de exaltação e estudo da herança marítima nacional: Combates e Feitos Históricos: Reconstituição de batalhas navais marcantes da história de Portugal, detalhando as táticas militares utilizadas, o comportamento dos navios sob fogo e o heroísmo de figuras navais do passado. Tratados Técnicos de Manobra: Explicações pormenorizadas sobre o aparelho náutico, a engenharia de construção das naus, os procedimentos de aparelhamento e desaparelhamento de embarcações, e a evolução tecnológica da transição da vela para o vapor. Levantamento de Fortificações: Estudos descritivos sobre as defesas costeiras e praças-fortes ultramarinas que garantiam a segurança das rotas comerciais portuguesas. Aditamentos: Nas reedições alargadas da obra, foram incluídos apêndices e documentos de cariz puramente consultivo e administrativo: Listas de Chefes e Oficiais: Registos biográficos e elencos dos Oficiais Generais e comandantes militares que lideraram a Armada ao longo das décadas. Mapas Táticos Militares: Cartografia e esquemas de posicionamento de tropas e frotas (como os desdobráveis do 'Campo do Quadro').

Joaquim Pedro Celestino Soares (1793, Lisboa — Lisboa, 1870), foi um oficial general da Armada Portuguesa. Foi admitido na Academia Real de Marinha em outubro de 1815, onde se distinguiu e foi por muitas vezes premiado. Concluído em 1819, com êxito, os seus estudos navais, foi declarado voluntário da Academia e integrado na Companhia de Guardas-Marinhas. Iniciou um percurso profissional na Marinha, que o levou a ascender a contra-almirante.

Desempenhou os cargos de Contra-Almirante, Membro do Supremo Conselho de Justiça Militar, Director do Museu de Marinha, Sócio efectivo da Academia Real das Ciências, do Conselho de Sua Majestade, Cavaleiro das Ordens da Torre e Espada, e de Cristo, Capitão de Mar e Guerra da Armada Nacional, Director da Escola Naval, Comandante da Companhia dos Guardas-marinhas, Sócio de Mérito da Academia das Belas-artes de Lisboa; Deputado às Cortes em várias legislaturas, entre outros.

Referências/References:
Inocêncio IV, 143 e XII, 123.
Revista Universal Lisbonense, Tomo IV, 1.ª Série, pág. 484.

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