REAL FÃBRICA DE VIDROS DA MARINHA GRANDE.
II Centenário 1769-1969. [Por] …Do Corpus Vitrearum Midii Aevi. Conservador-Aj. Do Museu Nacional de Arte Antiga. Publicado pela Fábrica-Escola Irmãos Stephens sob o Alto PatrocÃnio do Instituto Nacional de Investigação Industrial. Fábrica-Escola Irmãos Stephens. Lisboa. 1969.
De 33x24 cm. Com 367 [ii] págs. Encadernação do editor com sobrecapa de protecção. Ilustrado com fotografias a cores do escultor Eduardo Sérgio, com a reprodução de catálogos das peças fabricadas, dois deles datados de 1772 e outro de 1901, em 112 páginas, com numeração romana, inseridas entre as páginas 176 e 177. Inclui também dois extratextos, de grandes dimensões, o primeiro com a planta da Fábrica Escola Irmãos Stephens e o segundo com os organogramas e o quadro de pessoal em 1969.
Exemplar de uma tiragem de 400, assinado pelo autor. Tem ligeiros danos de manuseamento na sobrecapa de protecção.Â
Texto em duas colunas.
O prefácio da autoria de EmÃlia Margarida Marques, faz a história do Instituto Nacional de Investigação Industrial e contextualiza a ligação deste instituto à Fábrica, no âmbito da polÃtica económica do Estado Novo. Inclui fontes e bibliografia. O prefácio apresenta-se, igualmente, impresso a duas colunas e a errata a três colunas.Â
Obra que inclui uma biografia do fundador Guilherme Stephens, a história da Fábrica de Vidros e subsÃdios para a história da fabricação do vidro. Transcreve ou edita em fac-simile numerosos documentos no texto além de um apêndice com 108 documentos. Entre as páginas 176 e 177 tem inseridas 112 páginas em numeração romana com a reprodução de catálogos das peças fabricadas, dois deles datados de 1772 e outro de 1901. Inclui também um extratexto com os organigramas e o quadro de pessoal em 1969.
A Fábrica de Vidros da Marinha Grande, instalada no séc. XVIII, foi uma instituição modelar tanto na qualidade dos produtos como na excelência dos métodos de gestão e o respeito pelo bem-estar dos trabalhadores. Legada ao estado por testamento dos fundadores, sofreu diversas vicissitudes, sendo em 1969 um serviço externo do Instituto Nacional de Investigação Industrial com o nome de Fábrica-Escola Irmãos Stephens, tendo em 1961 recebido assessoria de um grupo de engenheiros especializados em organização de empresas dirigido por Roger Forest.
Trabalho de grande qualidade imprescindÃvel para o estudo das origens e desenvolvimento da indústria em Portugal e para as técnicas de fabricação de objectos de vidro.
Carlos Vitorino da Silva Barros (1896–1979) foi um destacado historiador, ensaÃsta e investigador português, cuja obra se tornou fundamental para a compreensão do património industrial e artÃstico em Portugal. Embora formado em Direito e tendo exercido a magistratura, imortalizou-se como um rigoroso documentarista, sendo o autor da obra de referência sobre a Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande, escrita para o seu bicentenário em 1969. Especialista na história do vidro e do vitral, os seus estudos sobre os vitrais do Mosteiro da Batalha e as artes decorativas nacionais são ainda hoje consultados pelo seu profundo rigor documental e bibliográfico.