TOJOS E ROSMANINHOS. Contos da Serra.
A Editora. Lisboa. 1907.
De 36x26,5 cm. com 151, [iii] págs.
Encadernação do editor com bela estampagem a cores, representando um ramo de flores sobre desenho de Keil, na pasta anterior e com a marca do editor na pasta posterior. Folhas de guarda douradas com sÃmbolos marÃtimos e a chancela do editor. Cortes dourados por folha.
Ilustrado no texto e com 18 extratextos sobre papel muito encorpado, com o retrato de Alfredo Keil, desenhos e aguarelas da sua autoria. Contém pautas musicais com as partituras compostas por Alfredo Keil sobre poesias da sua autoria. Impressão de grande beleza sobre papel couché.Â
Exemplar com recortes de jornal com notÃcias sobre o 28º e o 35º aniversário do falecimento do autor, colados no interior das folhas de guarda, com uma extensa dedicatória completamente rasurada na folha de rosto, provocando um pequeno furo e com vestÃgios de uma etiqueta que foi descolada no interior da pasta. Algumas páginas e gravuras apresentam-se um pouco deslocadas sem estarem soltas da encadernação, que apresenta uma mancha desvanecida no pé das pastas e um dano à cabeça da lombada.Â
MagnÃfico livro em que estão patentes a versatilidade de Alfredo Keil e o seu elevado nÃvel artÃstico, como poeta, músico, pintor, aguarelista e desenhador. Â
Alfredo Keil (Lisboa, 1850 – Hamburgo, 1907), compositor, pintor, poeta, arqueólogo e coleccionador de arte, estudou na Alemanha e destacou-se especialmente como compositor, sendo autor das óperas "D. Branca" 1888, "Irene" 1893, "A Serrana" 1899, primeira ópera composta sobre libreto em português, de canções para soprano e piano, em Tojos e Rormaninhos 1907 e do hino «A Portuguesa» de 1891, com letra de Henrique Lopes de Mendonça, que viria a ser adoptada como Hino Nacional a partir de 1910. Foi autor de cerca de trezentos quadros e tinha uma grande sensibilidade para as artes em geral.