TRATADO DA MAJESTADE, GRANDEZA E ABASTANÇA DA CIDADE DE LISBOA, NA 2.ª METADE DO SÉCULO XVI.
(EstatÃstica de Lisboa de 1552) Autor: João Brandão (de Buarcos), escudeiro fidalgo da casa de El-Rei D. João III. Texto impresso sôb a direcção de Anselmo Bramcamp Freire. Comentarios e Notas de Gomes de Brito Membros da Academia das Sciencias de Lisboa. Livraria Ferin, Editora. Lisboa. 1923.
De 29x21,5 cm. Com [xv], 278, [ii] págs. Encadernação da época com lombada em pele com nervos e ferros a ouro.
Aparado à cabeça, com cortes das folhas dourados. Preserva as capas e a lombada de brochura. Exemplar impresso com grande nitidez sobre papel de linho de elevada qualidade.
Apresenta o ex-libris de J. Pinto Ferreira no interior da pasta anterior.
Obra rara, com uma tiragem restricta, cuidadosamente editada e anotada, com extraordinária riqueza de informação sobre todas as actividades económicas que se realizavam em Lisboa na segunda metade do século XVI, elaborada por João Brandão, (1480? - Lisboa, 1562), Cavaleiro Fidalgo da Casa Real que combateu no Norte de Ãfrica e foi rendeiro da dÃzima do carvão, lenha, casca, telha, tijolo, junco, esparto, linho e arcos.
Inclui prólogo (com o tÃtulo: Duas palavras ao benigno leitor) e Advertência prévia, os dois da autoria de J. J. Gomes de Brito, extensas notas de rodapé, vários estudos e anexos nas páginas finais com os seguintes tÃtulos: Exame que à contabilidade deste tratado fez o Academico Rodrigo José de Lima Felner, Retoques e correcções à s notas, Lista dos autores e dos diplomas citados no texto das notas e Comparação entre os ofÃcios, tratos e ocupações mencionados pelo autor e as citadas no Sumário de Christovão Rodrigues de Oliveira. Por último apresenta Ãndice remissivo dos assuntos tratados no texto do manuscrito e erratas das notas.
Fonte muito importante para o estudo da Lisboa Quinhentista, que era a maior cidade do mundo nesta época. Inclui informações inéditas sobre a administração geral da cidade, a administração ultramarina, da Casa da Moeda, do Hospital e da Misericórdia. Obra igualmente muito relevante para o estudo da evolução da lÃngua portuguesa.